As normas de auditoria exigem que o trabalho do auditor seja adequadamente planejado. Um dos objetivos principais do planejamento da auditoria é auxiliar o auditor:
- A)quanto a forma e conteúdo de sua opinião no relatório de auditoria das demonstrações contábeis;
Errada, porque a forma e o conteúdo da opinião são definidos na etapa de formação da opinião e elaboração do relatório, não no planejamento.
- B)a uma efetiva comunicação com os responsáveis pela governança e identificar alguns assuntos específicos a serem comunicados a eles;
Errada, pois comunicação com os responsáveis pela governança é tema de comunicação de assuntos de auditoria, não objetivo principal do planejamento.
- C)a avaliar o efeito de distorções identificadas durante a auditoria;
Errada, porque avaliar o efeito de distorções identificadas é procedimento de execução e avaliação, não de planejamento.
- D)a avaliar o efeito de distorções não corrigidas nas demonstrações contábeis;
Errada, já que avaliar o efeito de distorções não corrigidas integra a conclusão da auditoria e a análise final das demonstrações, não o planejamento.
- E)a conhecer a natureza das operações e dos negócios da organização para definir o alcance, a época e a direção da auditoria.
Certa, pois o planejamento ajuda o auditor a conhecer a entidade e seus negócios para definir alcance, época e direção dos trabalhos.
Gabarito: E
O planejamento da auditoria funciona como o mapa da viagem: sem ele, o auditor até pode chegar ao destino, mas vai gastar mais tempo, correr mais riscos e pode deixar pontos importantes para trás. Pelas normas de auditoria, especialmente a NBC TA 300 e a lógica da ISA 300, planejar serve para organizar o trabalho, identificar áreas relevantes, definir recursos, época e direção dos procedimentos e aumentar a chance de a auditoria ser eficiente e eficaz. Um dos objetivos centrais do planejamento é justamente fazer o auditor entender a natureza das operações, o ambiente em que a entidade atua e os seus negócios. Com isso, ele consegue decidir o alcance, a época e a direção da auditoria, isto é, onde olhar, quando olhar e com que profundidade olhar. Sem esse entendimento inicial, o teste pode ficar “bonito no papel”, mas ruim na prática. Por isso a alternativa E é a correta: ela traduz exatamente essa função do planejamento, que é dar base para o desenho dos procedimentos de auditoria. O planejamento não substitui o julgamento profissional, mas organiza esse julgamento para que o trabalho faça sentido e não vire caça ao tesouro sem mapa. As demais alternativas tratam de outros momentos do processo de auditoria, como formação da opinião, comunicação com governança e avaliação de distorções identificadas ou não corrigidas. Ou seja, elas até pertencem ao universo da auditoria, mas não expressam o objetivo principal do planejamento.