Um auditor realiza a auditoria do ativo imobilizado de uma sociedade empresária. Assinale a opção que indica o fator que deve receber maior atenção do auditor independente, pois influencia no cálculo do resultado.
- A)Qual é a procedência do ativo.
Errada, porque a procedência do ativo pode ser relevante para documentação e validade da aquisição, mas não é o fator que mais influencia diretamente o cálculo do resultado.
- B)Como é utilizado o caixa gerado com o seu uso.
Errada, porque a forma de uso do caixa gerado pelo ativo pertence à análise financeira e de fluxo de caixa, não ao cálculo do resultado contábil.
- C)Se os ativos foram comprados novos ou usados.
Errada, porque ser novo ou usado pode afetar a estimativa de vida útil, mas, isoladamente, não é o fator principal cobrado pela questão.
- D)Como são estimados a vida útil e o valor residual.
Certa, porque a vida útil estimada e o valor residual determinam a depreciação, que impacta diretamente a despesa e, portanto, o resultado.
- E)Qual foi o modo de pagamento utilizado na compra do ativo.
Errada, porque o modo de pagamento afeta a forma de liquidação da compra, mas não o cálculo da despesa do imobilizado no resultado.
Gabarito: D
No ativo imobilizado, o auditor não olha só se o bem existe e está registrado corretamente. Ele também precisa verificar se a empresa está calculando de forma adequada a despesa de depreciação, porque é ela que reduz o resultado ao longo do tempo. Em linguagem simples: o bem entra no balanço, mas vai “gastando” seu valor contábil conforme é usado. Por isso, dois pontos viram foco especial: a vida útil estimada e o valor residual. Se a vida útil for superestimada, a depreciação fica menor e o lucro aparece maior do que deveria. Se o valor residual for estimado de forma errada, o mesmo problema acontece. Ou seja, esses dados mexem diretamente no resultado do exercício. A NBC TG 27, alinhada ao CPC 27, trata justamente da depreciação do imobilizado com base no valor depreciável, na vida útil e no valor residual. Então, para o auditor, esses elementos não são detalhe de rodapé: eles têm impacto direto nas demonstrações contábeis e podem distorcer o lucro se estiverem inadequados. É por isso que a alternativa D é a correta. O ponto central da questão não é a compra do ativo, nem a origem, nem a forma de pagamento, e sim aquilo que altera o cálculo da despesa que vai para o resultado. Em prova, sempre desconfie quando o enunciado falar de fator que influencia o resultado: no imobilizado, a depreciação costuma ser a estrela da cena.