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Auditoria · FGV · 2022

Questão comentada de Auditoria

No desenvolvimento de um trabalho de asseguração sobre as demonstrações contábeis de uma instituição pública, a equipe realizou o processo de identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante do contexto auditado. Em relação ao processo de avaliação e resposta aos riscos de distorção relevante, é correto afirmar que:

Gabarito: A

Em auditoria, a ideia central é simples: voce avalia os riscos de distorção relevante e, depois, ajusta a resposta de auditoria para reduzir o risco de emitir uma conclusão errada. Esse risco de auditoria é o risco de a opinião estar inadequada apesar do trabalho realizado, e ele decorre da combinação entre risco inerente, risco de controle e risco de detecção. Em termos clássicos, vale a relação: risco de auditoria = risco inerente x risco de controle x risco de detecção, lógica presente nas normas de auditoria e na doutrina tradicional da área. O risco inerente é a chance de a informação estar errada por sua própria natureza, antes de considerar controles. O risco de controle é a chance de o controle interno não prevenir ou não detectar a distorção. Já o risco de detecção é a chance de os procedimentos da auditoria não encontrarem a distorção que ficou passando batida. A equipe pode influenciar o risco de detecção, porque ela escolhe a natureza, a época e a extensão dos testes. Por isso, dizer que o risco de auditoria simplesmente não está sob controle da equipe é exagero: ele é administrado por meio da resposta de auditoria. No item A, a banca cobrou exatamente essa relação entre os componentes do risco. Se voce identifica maior risco em uma das pontas, precisa compensar com mais resposta de auditoria, normalmente reduzindo o risco de detecção por meio de testes mais apropriados e mais robustos. É a matemática da prudência, sem drama, mas com consequências. Então, a alternativa correta é a A porque traz a composição clássica do risco de auditoria pelos riscos inerente, de controle e de detecção. As demais misturam conceitos ou invertem a lógica dos testes: controle forte não significa risco de controle de 100%, e controles fortes não eliminam a necessidade de testes substantivos quando a estratégia de auditoria assim exigir.

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