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Auditoria · FGV · 2022

Questão comentada de Auditoria

Ao planejar a auditoria das demonstrações financeiras de uma empresa pública, o auditor, com base em seu conhecimento sobre a entidade e na natureza e extensão das distorções identificadas em auditorias anteriores, irá fixar a materialidade para execução dos testes. O auditor deve:

Gabarito: B

Na auditoria, materialidade não é um número “engessado” escolhido uma vez e pronto. Ela é um julgamento profissional que ajuda o auditor a definir o tamanho dos testes, a intensidade dos procedimentos e o que realmente importa nas demonstrações financeiras. Na prática, ela nasce do conhecimento da entidade, do setor, do risco de distorção e também do histórico de auditorias anteriores. A NBC TA 320 trata da materialidade no planejamento e na execução da auditoria. Ela deixa claro que o auditor pode revisar a materialidade ao longo do trabalho se surgirem mudanças nas circunstâncias, novas informações ou fatos que alterem o cenário inicial. Auditoria é um processo vivo, não uma foto parada - se o contexto muda, o parâmetro também pode mudar. Por isso, o gabarito é a letra B. Se durante a execução aparecer algo relevante, como alteração no ambiente da entidade, novas distorções identificadas ou mudança significativa no entendimento do negócio, o auditor deve reavaliar a materialidade para continuar aplicando testes coerentes com a realidade encontrada. Isso é exatamente o que a norma espera. As demais alternativas tentam empurrar ideias que não batem com a lógica técnica da auditoria. Materialidade não depende de “consenso” com a administração, não precisa seguir automaticamente o maior valor de lei ou regulamento, e não leva o auditor a se abster de opinião só porque precisou ajustar o planejamento. O ponto central é julgamento profissional contínuo, com foco em risco e relevância.

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