Ao elaborar sua prestação de contas anual, as entidades da administração pública federal devem atender, entre outros documentos, às normas e princípios dispostos na Instrução Normativa (IN) nº 84, de 22 de abril de 2020, do Tribunal de Contas da União. Um dos princípios desta IN refere-se à conectividade da informação, que se atende quando a prestação de contas apresenta:
- A)informações em bases coerentes ao longo do tempo, de modo a permitir acompanhamento de séries históricas e comparação com outras entidades similares;
Errada, porque trata de consistência ao longo do tempo e comparabilidade, não da ligação entre estratégia, recursos e resultados.
- B)informações sobre a direção estratégica da organização na busca de resultados para a sociedade;
Errada, pois fala de direção estratégica e geração de resultados, ideia mais ligada ao foco em valor público do que à conectividade.
- C)informações sobre assuntos que afetam, de maneira significativa, a capacidade de a entidade alcançar seus objetivos de geração de valor público;
Errada, porque descreve materialidade ou relevância, isto é, o que impacta significativamente os objetivos da entidade.
- D)visão da natureza e da qualidade das relações que a entidade mantém com suas principais partes interessadas;
Errada, pois aponta a relação com partes interessadas, aspecto ligado à visão das stakeholders, e não à integração entre elementos da gestão.
- E)visão integrada da inter-relação entre os resultados alcançados, a estratégia de alocação dos recursos e os objetivos estratégicos definidos.
Certa, porque expressa exatamente a conectividade da informação: mostrar a relação entre resultados, alocação de recursos e objetivos estratégicos.
Gabarito: E
A IN TCU 84/2020 trouxe princípios para a prestação de contas anual com foco em transparência, utilidade e boa leitura pelos usuários. A ideia é que o relatório não seja um amontoado de números soltos, mas conte a história da gestão de forma organizada e compreensível. Dentro desses princípios, a conectividade da informação exige mostrar como as peças se relacionam: o que a entidade planejou, como alocou recursos e quais resultados efetivamente entregou. Ou seja, o leitor precisa enxergar a ligação entre estratégia, execução e resultado, sem ter de montar o quebra-cabeça sozinho. Por isso, o gabarito é a letra E. Ela descreve exatamente essa visão integrada da inter-relação entre os resultados alcançados, a estratégia de alocação dos recursos e os objetivos estratégicos definidos. Essa é a cara da conectividade: informação “conversando” com outra informação. As demais alternativas trazem ideias próximas de outros princípios da própria lógica de prestação de contas, como comparabilidade, relevância e foco nas partes interessadas, mas não traduzem a noção de conexão entre elementos da gestão. Na prova, FGV gosta muito de trocar um conceito por um primo distante dele.