O auditor independente deve determinar se o trabalho da auditoria interna deve ser utilizado para os fins da auditoria. Para isso, ele deve considerar os fatores apresentados a seguir, à exceção de um. Assinale-o.
- A)O nível de competência da função de auditoria interna.
Certa, porque o nível de competência da auditoria interna é um dos fatores que o auditor independente deve avaliar antes de usar esse trabalho.
- B)Se a utilização do trabalho implica em custos menores e na otimização do tempo.
Errada, porque custo menor e ganho de tempo não são critérios técnicos para decidir o uso do trabalho da auditoria interna.
- C)Se a função de auditoria interna aplica uma abordagem sistemática e disciplinada.
Certa, pois a aplicação de uma abordagem sistemática e disciplinada é um dos elementos relevantes para confiar no trabalho interno.
- D)Se as políticas e os procedimentos da auditoria interna têm caráter objetivo.
Certa, já que a objetividade das políticas e procedimentos da auditoria interna influencia diretamente a confiabilidade do seu trabalho.
- E)Se a extensão da posição hierárquica da auditoria interna na organização dá objetividade ao seu trabalho.
Certa, porque a posição hierárquica da auditoria interna na organização pode afetar sua objetividade e, portanto, deve ser considerada.
Gabarito: B
Quando o auditor independente avalia se pode aproveitar o trabalho da auditoria interna, ele não olha para economia de tempo e dinheiro como critério técnico principal. O foco, pela lógica das normas de auditoria, é verificar se a auditoria interna merece confiança suficiente para ser usada como evidência de auditoria. Isso aparece nas NBC TA, especialmente na NBC TA 610, que trata do uso do trabalho dos auditores internos. Os pontos que realmente importam nessa análise são: competência da equipe interna, objetividade da função, e se ela trabalha com abordagem sistemática e disciplinada. Em outras palavras, o auditor externo quer saber se a auditoria interna sabe o que faz, se consegue atuar sem viés e se segue método consistente. Se essas bases forem frágeis, o trabalho interno pode até existir, mas não deve ser tratado como atalho seguro. A alternativa B é a exceção porque custo menor e otimização do tempo podem ser consequência da decisão, mas não são fator técnico de avaliação para decidir se o trabalho da auditoria interna deve ser utilizado. Auditoria não é promoção de economia criativa: primeiro vem a confiabilidade, depois, se couber, a eficiência. Por isso, o raciocínio correto é: avaliar qualidade e independência prática do trabalho interno, e não escolher a auditoria interna porque ela é mais barata ou rápida.