A Auditoria Interna realiza exames e investigações, incluindo testes de observância e testes substantivos, que permitem obter subsídios suficientes para fundamentar suas conclusões e recomendações à administração da entidade. Nesse sentido, os testes substantivos visam
- A)ao acompanhamento de processos ou procedimentos quando de sua execução.
Errada, porque acompanhar processos durante a execução é típico de testes de observância, voltados ao funcionamento dos controles.
- B)à verificação de registros, documentos e ativos tangíveis de modo a comprovar a sua veracidade.
Errada, porque a verificação de registros, documentos e ativos tangíveis é uma técnica de obtenção de evidência, mas não define a finalidade dos testes substantivos na forma cobrada.
- C)à obtenção de informações perante pessoas físicas ou jurídicas conhecedoras das transações e das operações, dentro ou fora da entidade.
Errada, porque a obtenção de informações de pessoas conhecedoras das transações corresponde à indagação/entrevista, que é técnica de auditoria, e não ao conceito específico de teste substantivo.
- D)à obtenção de razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento.
Errada, porque isso descreve testes de observância, cujo foco é confirmar se os controles internos estão operando efetivamente.
- E)à obtenção de evidência quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelos sistemas de informação da entidade.
Certa, porque os testes substantivos buscam evidência sobre a suficiência, exatidão e validade dos dados gerados pela entidade.
Gabarito: E
Na auditoria, os testes podem ser vistos como dois grandes grupos: testes de observância e testes substantivos. Os primeiros olham para o funcionamento dos controles internos, isto é, querem saber se o procedimento existe e se está sendo seguido. Já os testes substantivos entram no mérito do dado em si, buscando evidência de que aquilo registrado faz sentido, bate com a realidade e foi apurado corretamente. Por isso, quando a banca fala em testes substantivos, ela quer a obtenção de evidência sobre a suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelos sistemas de informação da entidade. Em outras palavras: não basta o sistema estar funcionando; é preciso verificar se o resultado gerado por ele é confiável. É o tipo de checagem que olha para números, saldos, documentos e registros para ver se estão corretos. Esse raciocínio aparece na doutrina de auditoria interna e também conversa com a lógica das normas do IIA e da prática profissional: controles bem desenhados ajudam, mas não substituem a verificação do conteúdo das informações. Então, quando o enunciado fala em fundamentar conclusões e recomendações, os testes substantivos entram justamente para dar base robusta ao que foi concluído. Assim, a alternativa E é a correta porque traduz exatamente essa finalidade: obter evidência quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelos sistemas de informação da entidade. É a auditoria dizendo: "ok, o sistema gerou isso... agora vou conferir se isso merece confiança".