Em um trabalho de auditoria, quando um auditor precisa obter razoável segurança do efetivo cumprimento dos procedimentos de controle interno estabelecidos pela administração, ele deve programar a realização de:
- A)atividades de monitoramento;
Errada, porque atividades de monitoramento são da administração como parte do controle interno, não o procedimento que o auditor programa para testar sua efetividade.
- B)correlação das informações;
Errada, porque correlação das informações não é a técnica típica para verificar o cumprimento de controles internos estabelecidos.
- C)procedimentos de revisão analítica;
Errada, porque procedimentos de revisão analítica servem para identificar flutuações e inconsistências, não para testar diretamente a observância de controles.
- D)testes de observância;
Certa, porque testes de observância verificam se os procedimentos de controle interno foram efetivamente cumpridos.
- E)testes substantivos.
Errada, porque testes substantivos procuram evidência sobre valores, saldos e divulgações, e não sobre o funcionamento dos controles.
Gabarito: D
Quando o auditor quer saber se os controles internos realmente estão funcionando na prática, ele precisa verificar o cumprimento dos procedimentos de controle definidos pela administração. Para isso, o caminho clássico é aplicar testes de observância, também chamados de testes de controles, que buscam evidência sobre a efetividade dos controles ao longo do período auditado. A ideia é simples: não basta o controle existir no papel, ele precisa estar sendo executado de forma consistente. Esses testes podem envolver inspeção, observação, indagação e reexecução de procedimentos, dependendo do controle analisado. Se o foco é entender se a política foi seguida, se a autorização ocorreu como previsto ou se a conciliação foi feita corretamente, o auditor está testando a observância do controle, e não o saldo final em si. Por isso, a alternativa D é a correta. Em linguagem de prova, quando o enunciado fala em obter razoável segurança do efetivo cumprimento dos procedimentos de controle interno, está apontando diretamente para testes de observância. É o raciocínio cobrado pela FGV: controle funcionando = teste de controle. Já os testes substantivos miram erros e distorções em saldos, classes de transações e divulgações. Ou seja, eles ajudam a verificar o resultado contábil, mas não são o instrumento principal para confirmar se o procedimento de controle foi obedecido. Essa distinção aparece de forma consistente na doutrina de auditoria e nas NBC TA, especialmente na lógica da NBC TA 330, que separa respostas do auditor aos riscos por meio de testes de controles e procedimentos substantivos.