A norma DNIT 111/2009 – EM define as principais características do cimento asfáltico modificado por borracha de pneus inservíveis pelo processo via úmida, do tipo “Terminal Blending”. De acordo com essa norma:
- A)o teor mínimo de borracha, como referência, é de 15% em peso, incorporado ao ligante asfáltico por via úmida;
Certa, porque a DNIT 111/2009 - EM estabelece como referência teor mínimo de 15% de borracha em peso, incorporado ao ligante asfáltico pelo processo via úmida.
- B)o tempo máximo e as condições de armazenamento e estocagem do asfalto-borracha devem ser definidos por um laboratório independente;
Errada, porque a norma não define o tempo máximo e as condições de armazenamento como algo a ser fixado por laboratório independente.
- C)a parcela de borracha moída de pneus inservíveis, para ser incorporada ao ligante, é composta por partículas retidas na peneira #40;
Errada, porque a borracha moída não é descrita nessa norma como material retido na peneira #40 para essa finalidade.
- D)nesse processo é possível substituir parte dos agregados miúdos pela borracha moída de pneus inservíveis;
Errada, porque a borracha não substitui parte dos agregados miúdos nesse processo; ela é incorporada ao ligante asfáltico.
- E)o asfalto-borracha deve ser homogêneo e pode possuir, no máximo, 1% de água em sua composição.
Errada, porque a norma não estabelece esse limite de 1% de água como característica definidora do asfalto-borracha.
Gabarito: A
A norma DNIT 111/2009 - EM trata do cimento asfáltico modificado por borracha de pneus inservíveis pelo processo via úmida, no sistema chamado “Terminal Blending”, em que a borracha é incorporada ao ligante asfáltico antes da aplicação. A ideia central aqui é transformar resíduo em desempenho: a borracha melhora elasticidade, resistência e comportamento do ligante, mas precisa respeitar parâmetros bem definidos pela norma. O ponto mais cobrado é que, nesse processo, o teor de borracha de referência deve ser de pelo menos 15% em peso, incorporado ao ligante asfáltico por via úmida. É justamente isso que torna a alternativa A correta. A banca gosta de testar esse número porque ele aparece como valor mínimo de referência na padronização do asfalto-borracha. As demais alternativas tentam confundir com detalhes de composição, peneiramento e armazenamento. Só que a norma não autoriza, por exemplo, trocar agregado miúdo por borracha, porque a borracha aqui não entra como agregado do concreto asfáltico, e sim como modificador do ligante. Também não faz sentido jogar a definição de estocagem para um laboratório independente como se isso fosse a regra principal da norma. Em resumo: pense em duas ideias-chave, via úmida e borracha no ligante. Se a questão trouxer borracha em porcentagem, peneira, água ou substituição de agregados, vale redobrar a atenção, porque a banca costuma misturar conceitos de pavimentação para ver se você escorrega no detalhe.