O desempenho funcional de um pavimento pode ser inferido por meio do levantamento de irregularidades e a formação de índices estatísticos. Entre os vários indicadores existentes, um dos mais adotados é o IRI (International Roughness Index). O IRI corresponde a uma boa condição do pavimento quando:
- A)IRI ≤ 2,7 m/km;
Correta: IRI até 2,7 m/km indica boa condição funcional do pavimento.
- B)IRI ≤ 6,3 m/km;
Errada: esse limite é alto demais para ser classificado como boa condição.
- C)6,3 m/km ≤ IRI ≤ 12,5 m/km;
Errada: essa faixa já corresponde a condição pior, não a pavimento bom.
- D)IRI ≥ 4,6 m/km;
Errada: IRI elevado indica irregularidade maior e pior desempenho do pavimento.
- E)IRI ≥ 10,0 m/km.
Errada: valor muito alto, típico de condição ruim ou muito ruim.
Gabarito: A
O IRI (International Roughness Index) mede a irregularidade longitudinal do pavimento, ou seja, o quanto a via "chacoalha" o veículo ao longo do trecho. Quanto menor o IRI, mais lisa e confortável é a superfície. Em auditoria e engenharia rodoviária, ele é muito usado para classificar o estado funcional do pavimento, porque traduz bem o desempenho percebido pelo usuário. Na prática, a leitura é simples: IRI baixo indica boa condição; IRI alto indica pior condição. Em termos de classificação usual, um pavimento em boa condição apresenta IRI até 2,7 m/km. Acima disso, o trecho já começa a sair da faixa de bom desempenho e pode entrar em condições regular, ruim ou péssima, dependendo do parâmetro adotado pelo órgão ou estudo. Por isso, o gabarito é a alternativa A: IRI ≤ 2,7 m/km. Essa é a faixa que representa boa condição funcional do pavimento, porque a irregularidade é pequena e o rolamento do veículo é mais uniforme. O nome parece sofisticado, mas a lógica é bem amistosa: menos tremor, melhor pavimento. Em obras públicas, esse tipo de indicador aparece em avaliações de desempenho e gestão de conservação rodoviária. A banca gosta de cobrar a interpretação do índice, então vale guardar a relação básica: IRI baixo é bom; IRI alto é ruim.