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Auditoria · FGV · 2021

Questão comentada de Auditoria

Nos trabalhos de auditoria, a amostragem consiste na aplicação de procedimentos de auditoria em uma amostra que represente as características gerais da população analisada. Na definição do tipo de amostragem, o auditor deve evitar:

Gabarito: C

Na auditoria, amostragem é o uso de procedimentos sobre uma parte da população para tirar conclusões sobre o todo. A ideia é simples: você não precisa examinar cada item, mas a amostra precisa ter chance real de representar a população, sem enviesar o resultado. Por isso, a escolha da forma de seleção é tão importante quanto o teste em si. A regra de ouro é evitar critérios subjetivos que distorçam a amostra. Selecionar itens pela facilidade de acesso pode parecer prático, mas costuma levar a uma amostra tendenciosa, porque você acaba olhando sempre para o que está mais perto, mais visível ou mais fácil, e não para o que melhor representa a população. Em auditoria, isso compromete a confiabilidade da evidência. Por isso, o gabarito é a letra C. A seleção por critério de facilidade de acesso deve ser evitada, pois não garante representatividade e pode deixar de fora itens relevantes ou mais arriscados. Em termos doutrinários, a amostragem em auditoria deve minimizar viés e permitir que a conclusão sobre a população seja defensável, o que combina com as NBC TA sobre amostragem e com a lógica de julgamento profissional do auditor. Já as técnicas como seleção aleatória, randômica ou sistemática, em princípio, são formas aceitáveis de amostragem, desde que aplicadas com cuidado e compatíveis com o objetivo do teste. O problema não é a técnica em si, mas o uso de critérios convenientes demais, porque auditoria não é passeio no corredor da empresa: é exame com método.

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