O processo de obtenção e avaliação das informações compreende a obtenção de informações sobre os assuntos relacionados aos objetivos e ao alcance da Auditoria Interna e a avaliação da efetividade das informações obtidas, devendo ser observado que a informação
- A)adequada auxilia a entidade a atingir as metas estabelecidas.
Errada, porque a frase descreve informação útil ou relevante para a gestão, mas não a definição específica de "adequada" no contexto das características da informação.
- B)tempestiva é disponibilizada em momento apropriado para a tomada de decisão.
Errada, porque tempestiva é a informação disponibilizada no momento certo para a decisão, e essa é justamente a ideia apresentada.
- C)suficiente é factual e convincente, de tal forma que uma pessoa prudente e informada possa entendê-la da mesma forma que o auditor interno.
Certa, porque informa que a evidência é factual e convincente, permitindo que uma pessoa prudente e informada chegue à mesma conclusão do auditor interno.
- D)útil dá suporte às conclusões e às recomendações da Auditoria Interna, fornecidas aos demais usuários.
Errada, porque útil se relaciona à capacidade de ajudar na tomada de decisão, e não a dar suporte direto às conclusões e recomendações como definição principal.
- E)relevante propicia a melhor evidência alcançável, por meio do uso apropriado das técnicas de Auditoria Interna.
Errada, porque a frase trata de evidência apropriada e técnicas de auditoria, não do conceito de relevante.
Gabarito: C
Na Auditoria Interna, a obtenção e a avaliação das informações não servem só para "juntar papel". A ideia é verificar se a informação é útil para sustentar conclusões, se faz sentido para os objetivos da auditoria e se foi obtida com qualidade suficiente para inspirar confiança. Em resumo: auditoria boa não é aquela que tem muito dado, e sim aquela que tem dado confiável e bem usado. A questão cobra exatamente as características da informação na Auditoria Interna, conforme a doutrina e as normas profissionais de auditoria interna. Entre essas características estão relevância, suficiência, confiabilidade, tempestividade e utilidade, cada uma com seu papel. A banca gosta de trocar os conceitos de lugar, então vale decorar a definição certa de cada um. O gabarito é a letra C porque a descrição apresentada corresponde à informação suficiente: ela deve ser factual e convincente, a ponto de uma pessoa prudente e informada chegar à mesma conclusão que o auditor interno. Ou seja, não basta parecer verdade; tem que sustentar a conclusão com peso e lógica. É a ideia de evidência adequada e suficiente, muito usada na linguagem das normas de auditoria. A pegadinha clássica aqui é misturar as definições: tempestiva não tem a ver com convencer, útil não é a que "suporta conclusões" de forma exclusiva, e relevante não é sinônimo de evidência melhor possível. A banca faz essas trocas para ver se você conhece o conceito exato, não só o "ar geral" da palavra.