O principal esforço de um auditor concentra-se na busca de evidências que possam fundamentar a opinião que vai manifestar em seu relatório. Dos itens a seguir, o que NÃO constitui fonte de evidência de auditoria é:
- A)constatação de existência física de bens;
Correta, porque a constatação da existência física é uma forma clássica de evidência de auditoria.
- B)declaração verbal ou formal de fontes consultadas;
Correta, porque declarações verbais ou formais de fontes consultadas podem ser usadas como evidência, embora geralmente precisem ser corroboradas.
- C)documentos internos ou externos à organização;
Correta, porque documentos internos ou externos são fontes tradicionais de evidência documental.
- D)cronograma de trabalho de auditoria;
Errada, porque cronograma de trabalho é instrumento de planejamento e controle da auditoria, não fonte de evidência.
- E)repetição de cálculos.
Correta, porque a repetição de cálculos é um procedimento de auditoria que produz evidência sobre a exatidão aritmética.
Gabarito: D
Em auditoria, evidência é tudo aquilo que ajuda o auditor a sustentar sua opinião com base razoável e suficiente. Ela pode vir de várias origens: exame físico, documentos, confirmações, informações obtidas de terceiros, cálculos, observação e até declarações formais ou verbais colhidas durante o trabalho. Em outras palavras, o auditor não trabalha no escuro: ele junta peças para montar a conclusão. Pela lógica das normas de auditoria, especialmente as NBC TA, evidência de auditoria é a informação usada pelo auditor para chegar às conclusões que fundamentam sua opinião. Por isso, itens como bens verificados fisicamente, documentos internos ou externos, declarações de pessoas consultadas e a repetição de cálculos são fontes clássicas de evidência. O cronograma de trabalho de auditoria é outra história: ele serve para organizar, planejar e distribuir as atividades da equipe, não para provar fatos sobre as demonstrações ou sobre o objeto auditado. Ele é instrumento de gestão do trabalho, não meio de comprovação. É aí que a questão cobra atenção: confundir ferramenta de planejamento com fonte de evidência. Assim, o gabarito é a letra D, porque cronograma de trabalho de auditoria não constitui fonte de evidência. As demais alternativas descrevem procedimentos ou informações que podem, sim, gerar evidências úteis para a formação da opinião do auditor.