Nas auditorias, os papéis de trabalho são elaborados com diversos objetivos, entre eles auxiliar o auditor na execução dos procedimentos planejados. Os papéis de trabalho também são de natureza corrente ou permanente, a depender das características da informação que registram. Um exemplo de papel de trabalho corrente é:
- A)cartões de assinaturas de pessoas responsáveis pela aprovação de transações;
Errada, porque cartões de assinaturas costumam ter uso mais duradouro e servem como referência permanente da entidade.
- B)cópias de atas de reuniões cujas decisões se estendem por mais de um exercício social;
Errada, pois atas com decisões que produzem efeitos por mais de um exercício têm natureza de informação estável e tendem a integrar o arquivo permanente.
- C)cópias de contratos de assistência técnica;
Errada, já que cópias de contratos de assistência técnica normalmente permanecem válidas por vários exercícios e são típicas de papel permanente.
- D)legislações específicas aplicáveis à entidade auditada;
Errada, porque legislações específicas aplicáveis à entidade são referências estruturais e recorrentes, próprias de documentação permanente.
- E)questionário de controle interno.
Certa, pois o questionário de controle interno é um instrumento de avaliação do período auditado e integra os papéis de trabalho correntes.
Gabarito: E
Papéis de trabalho são os registros que o auditor monta ou reúne para deixar evidência do que fez, do que viu e do que concluiu. Eles ajudam na execução dos testes, na supervisão da equipe e na sustentação da opinião de auditoria. Na prática, funcionam como a trilha do raciocínio do auditor: sem isso, a auditoria vira quase um “confie em mim”, e isso não passa no concurso nem na vida real. A divisão mais cobrada é entre papéis de trabalho correntes e permanentes. Os correntes tratam do período auditado e das informações que mudam com frequência, como testes, confirmações, conciliações e questionários aplicados no trabalho daquele exercício. Já os permanentes guardam informações mais estáveis sobre a entidade, úteis por vários exercícios, como contratos de longa duração, organograma, legislação relevante e dados estruturais do negócio. Por isso, o gabarito é a alternativa E. O questionário de controle interno é preparado para avaliar o ambiente de controles da entidade naquele momento e naquele ciclo de auditoria, então ele compõe a documentação do trabalho corrente. Ele não é algo “para guardar para sempre” como referência estrutural da entidade, mas sim um instrumento ligado ao planejamento e à execução da auditoria do período. Se você pensar em vida real, a lógica é simples: o que envelhece rápido vai para o arquivo corrente; o que continua valendo por muito tempo vai para o permanente. A FGV gosta exatamente dessa leitura prática, misturando documentos estáveis com instrumentos de teste do exercício.