Para o desenvolvimento de um projeto de pavimentação, uma das etapas principais é a definição do número N. De acordo com a Publicação IPR-723 do DNIT, para o projeto de uma pista simples em pavimento flexível, com duas faixas de tráfego, esse número representa:
- A)a quantidade total de veículos pesados que passarão em uma das faixas da rodovia;
Errada, porque N não é a quantidade de veículos pesados, mas sim a equivalência de eixos padrão que solicitam o pavimento.
- B)o número de repetições equivalentes de um eixo padrão que passará em uma das faixas da pista;
Certa, pois o número N é o número de repetições equivalentes de um eixo padrão em uma das faixas da pista.
- C)o número de repetições equivalentes de um eixo padrão que passará em todas as faixas da pista;
Errada, porque o dimensionamento considera a faixa de tráfego mais solicitada, e não a soma de todas as faixas.
- D)a quantidade total de veículos previstos para passar em uma das faixas da pista;
Errada, porque N não mede a quantidade total de veículos, e sim a carga equivalente aplicada ao pavimento.
- E)a quantidade total de veículos previstos para passar em todas as faixas da pista.
Errada, porque a contagem de todas as faixas não é a referência adotada para o número N no projeto da pista simples.
Gabarito: B
Na pavimentação, o número N é a base para dimensionar o reforço do pavimento: ele traduz o nível de solicitação de tráfego ao longo do projeto. Em vez de contar apenas veículos, o DNIT trabalha com equivalência de carga, porque um caminhão pesado desgasta muito mais que um carro de passeio. É por isso que o foco não é a quantidade bruta de veículos, e sim o efeito acumulado dos eixos sobre o pavimento. Na Publicação IPR-723 do DNIT, para pista simples em pavimento flexível com duas faixas de tráfego, o número N representa o número de repetições equivalentes de um eixo padrão que passará em uma das faixas da pista. Repare no detalhe: a referência é sempre a faixa mais solicitada, não a pista inteira somada de forma genérica. A lógica é estimar a agressividade do tráfego na faixa de projeto. Isso faz sentido porque o pavimento não “sente” só quantos veículos passam, mas principalmente quantas vezes um eixo padrão equivalente atua sobre ele. Por isso, alternativas que falam em quantidade total de veículos ou em soma de todas as faixas confundem tráfego com solicitação estrutural. Aqui, o “pulo do gato” é lembrar que N é carga equivalente, não contagem de veículos. Então, o gabarito B está correto porque define exatamente o que o DNIT adota para o dimensionamento: repetições equivalentes de eixo padrão em uma das faixas. É a leitura clássica de projeto de pavimentos flexíveis, muito cobrada em provas que gostam de trocar “veículos” por “eixos” para ver se você cai na armadilha.