A revisão analítica constitui uma forma essencial de teste substantivo nos trabalhos de auditoria, e uma das suas características é que:
- A)é limitada pela complexidade da estrutura das demonstrações contábeis;
Errada: a revisão analítica não fica limitada pela complexidade das demonstrações, embora sua efetividade possa variar conforme a qualidade e a previsibilidade dos dados.
- B)não é aplicável para fins comparativos com os trabalhos de anos anteriores;
Errada: ela pode sim ser usada para comparar com períodos anteriores, orçamentos, projeções e até parâmetros externos.
- C)pode ser aplicada no planejamento, execução e revisão do trabalho de auditoria;
Certa: a NBC TA 520 permite o uso da revisão analítica no planejamento, na execução e na revisão final do trabalho de auditoria.
- D)se aplica à avaliação da qualidade dos controles internos;
Errada: avaliar a qualidade dos controles internos é objetivo de testes de controles e compreensão do sistema, não da revisão analítica em si.
- E)utiliza as técnicas de aplicação de questionários e entrevistas.
Errada: questionários e entrevistas são técnicas de indagação, não de revisão analítica.
Gabarito: C
A revisão analítica, na auditoria, é aquele momento em que voce olha os números com lupa e pergunta: "isso faz sentido?". Ela envolve a análise de relações, tendências e variações relevantes nas demonstrações contábeis e em outros dados, para identificar incoerências, flutuações inesperadas ou áreas que merecem mais teste. Pela NBC TA 520, a revisão analítica pode ser usada ao longo de toda a auditoria, não apenas no começo ou no fim. Por isso, a letra C está correta: esse procedimento pode aparecer no planejamento, na execução e também na revisão dos trabalhos. No planejamento, ajuda a entender o negócio e a apontar riscos. Na execução, pode servir como teste substantivo ou complementar outros testes. E, na revisão final, ajuda a verificar se as conclusões combinam com o que foi encontrado. As demais alternativas tentam confundir voce com ideias de outros procedimentos. Revisão analítica não é limitada pela complexidade das demonstrações, não depende de comparação com anos anteriores, não é técnica de avaliação de controle interno e muito menos se resume a questionários ou entrevistas. Aqui a FGV gosta justamente dessa confusão entre revisão analítica, controle interno e procedimentos de obtenção de evidência.