Assinale a opção que indica a situação em que o auditor deve expressar uma opinião adversa em seu relatório.
- A)O auditor obteve evidência de auditoria apropriada e suficiente e concluiu que as distorções são relevantes, mas não generalizadas para as demonstrações contábeis.
Errada, porque distorções relevantes, mas não generalizadas, levam à opinião com ressalva, e não à adversa.
- B)O auditor obteve evidência de auditoria apropriada e suficiente e concluiu que as distorções são relevantes e generalizadas para as demonstrações contábeis.
Certa, pois a opinião adversa é emitida quando há evidência suficiente e as distorções são relevantes e generalizadas.
- C)O auditor não consegue obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar sua opinião, mas conclui que os possíveis efeitos de distorções não detectadas sobre as demonstrações contábeis, se houver, poderiam ser relevantes, mas não generalizados.
Errada, porque a limitação de evidência com efeitos relevantes, mas não generalizados, indica abstenção de opinião, não opinião adversa.
- D)O auditor não consegue obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar sua opinião e conclui que os possíveis efeitos de distorções não detectadas sobre as demonstrações contábeis, se houver, poderiam ser relevantes e generalizados.
Errada, porque a falta de evidência com efeitos relevantes e generalizados também leva à abstenção de opinião, e não à adversa.
- E)Independentemente de ter obtido evidência de auditoria suficiente sobre cada uma das incertezas, não é possível expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis devido à possível interação das incertezas e seu possível efeito cumulativo sobre essas demonstrações contábeis.
Errada, porque o enunciado descreve a impossibilidade de formar opinião por incertezas cumulativas, situação típica de abstenção de opinião, não de opinião adversa.
Gabarito: B
Em auditoria, a opinião do auditor depende de dois pontos-chave: a relevância das distorções e o alcance delas nas demonstrações contábeis. Quando a evidência é suficiente e o auditor conclui que há distorções relevantes, mas não generalizadas, a opinião é com ressalva. Quando as distorções são relevantes e generalizadas, a conversa muda de tom: o relatório deve trazer opinião adversa. Isso está alinhado com a NBC TA 705 (equivalente à ISA 705), que trata das modificações na opinião do auditor independente. A lógica é simples: se o problema afeta muito as demonstrações, de forma ampla e profunda, não basta dizer que há ressalva. A opinião adversa é usada quando o auditor conseguiu auditar o bastante para concluir que as demonstrações, como um todo, estão distorcidas de maneira relevante e generalizada. Ou seja, não é falta de prova; é prova suficiente apontando erro grave. Já quando o auditor não consegue obter evidência suficiente, aí o debate é sobre limitação de escopo. Se os possíveis efeitos forem relevantes, mas não generalizados, cabe abstenção de opinião. Se forem relevantes e generalizados, também cabe abstenção. Perceba como a banca adora misturar esses cenários para ver se você confunde "distorção comprovada" com "falta de evidência". Portanto, o gabarito B está correto porque descreve exatamente a situação clássica da opinião adversa: evidência apropriada e suficiente, distorções relevantes e generalizadas nas demonstrações contábeis.