Segundo Imoniana (2017, pág 85), a auditoria de sistemas em desenvolvimento tem por objetivo verificar a existência de controles para “assegurar que programas sejam desenvolvidos de maneira consistente e de acordo com os padrões de programação ou outras orientações usadas pela empresa”. Imoniana, Joshua Onome. Auditoria de Sistemas de Informação – 3ª Ed. – São Paulo: Atlas: 2017 Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta corretamente um controle alinhado com este tipo de auditoria.
- A)Após o desenvolvimento de novas funcionalidades, as mesmas também são testadas com dados reais.
Errada, porque teste com dados reais se relaciona mais à validação do sistema e ao ambiente de testes do que a um controle específico de consistência do desenvolvimento.
- B)A não utilização de software pirata, sem licença pública ou da empresa em geral, ou a utilização de licenças de software em número igual ao que foi contratado.
Errada, porque trata de licenciamento e conformidade de software, não de controle do processo de desenvolvimento de sistemas.
- C)No desligamento de pessoal, há procedimentos específicos com relação ao acesso aos programas-fontes dos sistemas da empresa.
Errada, porque descreve controle de acesso no desligamento de pessoal, ligado à segurança e à gestão de usuários, e não ao desenvolvimento de programas.
- D)Existem procedimentos para verificar problemas com fornecedores de novas funcionalidades e se esses problemas são significativos e repetitivos.
Errada, porque fala de problemas com fornecedores e qualidade de entregas, tema mais ligado à terceirização e gestão contratual.
- E)É realizada a análise visual do programa e a comparação da versão do objeto que está sendo executado com o objeto resultante da última versão do programa-fonte compilado.
Certa, porque a conferência entre o objeto executado e o objeto compilado da última versão do fonte é um controle direto de integridade e consistência no desenvolvimento.
Gabarito: E
A auditoria de sistemas em desenvolvimento olha para a “fábrica” do software, e não para o software já pronto. A ideia é verificar se existem controles que garantam padronização, consistência, testes, documentação e aderência às orientações da empresa durante a criação dos programas. Em outras palavras: não basta o sistema funcionar, ele precisa ser construído do jeito certo, com processo controlado. Segundo a doutrina de Imoniana, esse tipo de auditoria busca assegurar que os programas sejam desenvolvidos de maneira consistente e conforme padrões de programação ou outras orientações internas. Então, o foco está em controles do ciclo de desenvolvimento, como revisão de código, padronização, validação de versões e conferência entre o que foi codificado e o que está sendo executado. É por isso que a alternativa E está correta. A análise visual do programa e a comparação da versão do objeto em execução com o objeto gerado pela última compilação ajudam a verificar se o sistema executado corresponde ao fonte aprovado e compilado, evitando alterações indevidas, divergências de versão e execuções fora do padrão. Isso é controle clássico de desenvolvimento e manutenção de software. As demais alternativas tratam de outros contextos, como uso de software licenciado, desligamento de pessoal, relacionamento com fornecedores ou testes com dados reais. Tudo isso pode ser importante em auditoria de TI, mas não traduz, de forma direta, o controle típico de sistemas em desenvolvimento.