São etapas importantes no planejamento de ações do controle interno, EXCETO:
- A)Definição de áreas e processos que requeiram maior atenção e que serão foco das ações de controle, haja vista a relevância e o impacto sobre a prestação de serviços públicos.
Está correta, porque o planejamento do controle interno deve priorizar áreas e პროცესos mais relevantes e com maior impacto para o serviço público.
- B)Estabelecimento de objetivos amplos que a auditoria pretende alcançar, com estabelecimento de metas quantitativas e rigoroso controle do atingimento das metas estabelecidas.
Está errada, porque planejamento de auditoria não exige, como etapa típica, metas quantitativas rígidas e controle rigoroso de atingimento de metas, mas sim foco em risco, escopo e prioridades.
- C)Análise criteriosa das atividades e processos da gestão pública, com a finalidade de identificar os riscos potenciais que podem impactar negativamente o alcance dos objetivos institucionais.
Está correta, pois analisar atividades e processos para identificar riscos que possam afetar os objetivos institucionais é etapa essencial do planejamento.
- D)Garantir recursos humanos, tecnológicos e financeiros necessários para a execução do controle interno e elaborar um cronograma de execução que detalhe a sequência das ações de controle, os prazos de realização e os responsáveis por cada etapa.
Está correta, porque o planejamento também envolve garantir recursos e definir cronograma de execução com prazos e responsáveis.
Gabarito: B
No planejamento das ações de controle interno, a ideia central é organizar o trabalho com foco em risco, relevância e viabilidade. Antes de sair auditando tudo, você define o que merece mais atenção, analisa os processos da gestão, identifica riscos e monta a estrutura necessária para executar o plano com qualidade. Isso aparece tanto na lógica da auditoria baseada em risco quanto nas boas práticas de controle interno do setor público. Em termos práticos, o planejamento precisa responder a perguntas simples: onde estão os maiores problemas, quais objetivos institucionais podem ser afetados, que recursos serão necessários e em que ordem as ações serão feitas. Por isso, faz sentido falar em definição de áreas prioritárias, análise de riscos, cronograma e alocação de recursos humanos, tecnológicos e financeiros. O ponto fora da curva é a alternativa B, porque ela mistura linguagem de planejamento de auditoria com ideia de gestão por metas típicas de administração de desempenho. Auditoria e controle interno não se orientam por "metas quantitativas rigorosas" como elemento essencial do planejamento da ação de controle; o foco é definir escopo, risco, prioridade, recursos e cronograma. Ou seja, a banca colocou uma pegadinha com cara de coisa certa, mas com conteúdo deslocado. Como referência doutrinária, isso conversa com as diretrizes clássicas de planejamento em auditoria e com o enfoque por riscos presente nas boas práticas de controle interno e governança no setor público, em linha com a lógica de priorização de áreas relevantes e gestão de riscos.