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Auditoria · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Auditoria

O Modelo de Três Linhas, do Institute of Internal Auditors-IIA, ajuda as organizações a identificarem estruturas e processos que melhor auxiliam no atingimento dos objetivos e facilitam uma forte governança e gerenciamento de riscos. A auditoria interna presta avaliação e assessoria independentes e objetivas sobre adequação e eficácia da governança e do gerenciamento de riscos. Isso é feito através da aplicação competente de processos sistemáticos e disciplinados, expertise e conhecimentos. Tício atuará como auditor na HJK Indústria e Comércio S.A. e buscará estabelecer a independência da auditoria interna em relação a responsabilidades da gestão, que é fundamental para sua objetividade, autoridade e credibilidade, por meio das seguintes ações/fatores descritos no Modelo de Três Linhas, EXCETO:

Gabarito: B

O Modelo de Três Linhas, do IIA, organiza a governança em papéis claros para que cada função saiba exatamente até onde vai sua responsabilidade. A primeira linha executa e controla os riscos no dia a dia, a segunda acompanha e apoia, e a terceira linha, a auditoria interna, dá avaliação e assessoramento independentes sobre governança, riscos e controles. Para isso, a auditoria interna precisa de autonomia real, e não apenas no papel: ela deve ter acesso livre a pessoas, documentos e sistemas, além de liberdade para planejar e executar seus trabalhos sem interferência da gestão. É por isso que a alternativa B é a exceção. Fixar normas de padrões de qualidade e confiabilidade não é, em si, uma medida de independência da auditoria interna em relação à gestão. Isso é mais ligado à metodologia, à qualidade do trabalho e a requisitos técnicos da atividade, e não ao ponto central da questão, que é garantir objetividade, autoridade e credibilidade da auditoria interna. Já a prestação de contas ao órgão de governança, o acesso irrestrito às informações necessárias e a liberdade contra viés ou interferência são elementos clássicos de proteção da independência funcional da auditoria interna. Em linguagem de prova: a auditoria interna não pode ser “auditora com coleira curta”. Ela precisa responder ao órgão de governança e trabalhar sem amarras da administração. Na doutrina do IIA, a terceira linha deve preservar independência e objetividade para avaliar de forma confiável a eficácia da governança e do gerenciamento de riscos. Então, quando a banca pergunta o que não se encaixa como fator de independência, ela costuma esconder a resposta em algo que parece “bonito” ou “técnico”, mas que trata de qualidade do trabalho, e não de autonomia institucional.

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