Uma empresa pública responsável pela gestão de materiais e insumos hospitalares implementou um programa de auditorias internas trimestrais para garantir a conformidade com as normas de armazenamento. Durante a auditoria mais recente, foram identificadas as seguintes não conformidades: falta de controle sobre a temperatura e umidade no depósito; ausência de registro formal de inspeções de segurança periódicas; e inconsistências nos relatórios de rastreabilidade de lotes de medicamentos críticos. Considerando o exposto, constitui(em)-se em ação(ões) mais apropriada(s) para correção das não conformidades e prevenção de recorrências:
- A)Revisão dos registros de auditorias anteriores para identificar possíveis erros, sem alterar os processos existentes.
Errada, porque revisar registros sem alterar processos apenas olha para trás e não corrige a causa das falhas.
- B)Redução da frequência das auditorias internas, focando apenas nos itens considerados críticos para diminuir custos.
Errada, pois reduzir a frequência das auditorias enfraquece o controle e aumenta o risco de repetição das não conformidades.
- C)Realização de auditorias externas esporádicas, terceirizando a análise de todos os processos e focando nas não conformidades detectadas.
Errada, porque terceirizar auditorias esporádicas não substitui a melhoria dos controles internos nem resolve as falhas apontadas.
- D)Implementação de um sistema automatizado de monitoramento de temperatura e umidade; revisão do plano de inspeções de segurança; e capacitação dos responsáveis pela rastreabilidade.
Certa, porque combina monitoramento automatizado, revisão dos procedimentos de inspeção e capacitação para atacar as causas das não conformidades.
Gabarito: D
Em auditoria, achar a falha é só metade do trabalho. A outra metade é corrigir a causa raiz e montar controles para que o problema não volte com roupa nova. Quando aparecem não conformidades em ambiente hospitalar, isso costuma envolver risco operacional e até risco à segurança de pacientes, então a resposta precisa ser prática, preventiva e bem documentada. No caso, havia três pontos claros: ausência de controle de temperatura e umidade, falta de registro formal de inspeções de segurança e inconsistências na rastreabilidade de lotes. Cada um desses problemas pede uma ação específica de controle interno. Não adianta apenas olhar o erro depois que ele aconteceu: é preciso criar mecanismos contínuos de monitoramento, rotina de inspeção e treinamento de pessoal. É por isso que a alternativa D faz sentido. Um sistema automatizado de monitoramento reduz a falha humana no controle ambiental do depósito. A revisão do plano de inspeções de segurança organiza a periodicidade e o registro das verificações. Já a capacitação dos responsáveis pela rastreabilidade melhora a qualidade dos lançamentos e dos controles de lotes, algo essencial em materiais e insumos hospitalares. A lógica está alinhada ao planejamento de auditoria e ao acompanhamento de recomendações: auditoria não serve só para apontar defeito, mas para induzir correção, prevenção e melhoria do controle interno. Em termos práticos, a solução correta combina tecnologia, procedimento e treinamento, que é o trio clássico para reduzir recorrência de não conformidades.