Recém-empossado no cargo de analista de controle interno na Câmara Municipal de determinado ente federativo, Alfredo foi questionado por alguns vereadores, também recém-empossados, sobre quais metodologias ou técnicas poderiam ser utilizadas pelo controle interno municipal na análise de processos de execução da despesa pública orçamentária. Para atender à demanda, Alfredo formalizou que poderiam ser adotados os seguintes modos de averiguação por parte do controle interno municipal; analise-os I. Mapeamento de riscos e de processos. II. Exame e comparação de livros e registros. III. Exame documental e inspeção física. IV.Confirmação externa ou circularização. V. Entrevista, busca e apreensão. Antes de emitir o documento, Alfredo o submeteu ao crivo do chefe de controle interno, que identificou equívoco em apenas um dos cinco modos de averiguação apontados; assinale-o.
- A)I.
Correta, pois mapeamento de riscos e de processos é uma técnica útil de controle interno para identificar falhas, vulnerabilidades e pontos de controle na despesa pública.
- B)II.
Correta, porque o exame e a comparação de livros e registros são procedimentos clássicos de verificação contábil e administrativa.
- C)III.
Correta, já que exame documental e inspeção física são formas típicas de auditoria para confirmar a regularidade de atos, bens e registros.
- D)IV.
Correta, pois a confirmação externa ou circularização é técnica tradicional de auditoria para validar informações com terceiros independentes.
- E)V.
Errada, porque busca e apreensão não é procedimento ordinário de controle interno nem técnica de auditoria, mas medida coercitiva de natureza judicial/policial.
Gabarito: E
Quando o tema é controle interno e auditoria, pense em "como eu provo o que estou vendo?". Em regra, o controle interno usa procedimentos de averiguação como exame documental, inspeção física, confirmação externa, confronto de registros, entrevistas e até mapeamento de riscos e processos, que ajudam a entender onde a despesa pode falhar, fraudar ou simplesmente sair do trilho. Na auditoria, esses procedimentos são bem conhecidos: exame de documentos e registros, observação, inspeção, confirmação, indagação/entrevista e análise de riscos e processos. Isso aparece em normas de auditoria e também na prática de controle interno, especialmente quando o foco é verificar a regularidade da execução da despesa pública. O ponto errado da questão está em "busca e apreensão". Isso não é técnica de averiguação de controle interno ou procedimento de auditoria; é medida coercitiva, típica de atuação judicial ou policial, com base em ordem competente e finalidade probatória específica. Em português claro: auditor não sai fazendo operação cinematográfica com apreensão de documentos como método ordinário de trabalho. Por isso, o único equívoco está no item V. Os demais itens são compatíveis com a atuação do controle interno na análise de processos de despesa pública.