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Auditoria · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Auditoria

Uma construtora está elaborando o orçamento para uma obra pública, cujo valor direto estimado dos serviços é de R$ 1.800.000,00. Além disso, a empresa estima os seguintes componentes de custos indiretos: • Taxa de administração central: 10% do valor direto. • Taxa de risco e lucro: 15% do valor direto. • Encargos sociais sobre a mão de obra – calculados a partir de uma composição de custos que inclui: – INSS Patronal: 20%. – Seguro de Acidentes de Trabalho (SAT): 3%. – FGTS: 8%. – Férias, 13º salário e aviso prévio: 30% (baseados em custos da mão de obra direta). • Demais benefícios legais: 5%. O custo da mão de obra direta corresponde a R$ 600.000,00 do valor total dos serviços diretos. Com base nos dados fornecidos, qual será o valor final do orçamento da obra (incluindo o BDI e os encargos sociais)?

Gabarito: B

Em orçamento de obras públicas, voce precisa separar o que é custo direto do que entra como acréscimo indireto, especialmente o BDI e os encargos sociais. O custo direto aqui é R$ 1.800.000,00, e sobre ele incidem administração central e risco/lucro, que somam 25% do valor direto. Isso já adiciona R$ 450.000,00 ao orçamento. Depois vem a parte trabalhista. A questão informa que a mão de obra direta é R$ 600.000,00 e pede para aplicar sobre essa base os encargos sociais: INSS Patronal (20%), SAT (3%), FGTS (8%), férias/13º/aviso prévio (30%) e demais benefícios legais (5%). Somando tudo, os encargos chegam a 66% da mão de obra direta, ou R$ 396.000,00. Fazendo a conta final: R$ 1.800.000,00 + R$ 450.000,00 + R$ 396.000,00 = R$ 2.646.000,00. Por isso o gabarito é a letra B. Em prova, a banca costuma cobrar exatamente isso: identificar a base de cálculo de cada parcela e não misturar porcentagem aplicada sobre o total com porcentagem aplicada só sobre a mão de obra. Como referência conceitual, em orçamentos de obras públicas a composição do preço costuma distinguir custos diretos, encargos sociais e BDI, em linha com a lógica adotada pelo TCU e por normas de orçamento de obras. O segredo é não sair distribuindo percentual no impulso: cada item tem sua base própria, e isso muda tudo no resultado final.

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