Além de profundo conhecimento na área contábil, o auditor deve ter elevado senso de responsabilidade na condução do seu trabalho e ter consciência dos limites de suas atribuições, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) A responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é do auditor. ( ) É importante que o auditor também atue como supervisor geral dos responsáveis pela governança e enfatize a importância de se prevenir fraudes. ( ) O auditor é o responsável pela criação de uma cultura de honestidade e comportamento ético na entidade auditada, o que deve ser reforçado por supervisão ativa dos responsáveis pela governança. ( ) A responsabilidade do auditor pela governança da entidade auditada inclui a consideração do potencial de burlar controles ou de outra influência indevida sobre o processo de elaboração de informações contábeis. A sequência está correta em
- A)F, F, F, F.
Correta, porque todas as assertivas são falsas: o auditor não é responsável direto por prevenir, detectar ou governar a entidade auditada.
- B)V, V, F, F.
Errada, porque a primeira e a quarta assertivas são falsas, já que ampliam indevidamente a responsabilidade do auditor.
- C)F, V, V, V.
Errada, porque a primeira assertiva continua falsa e a segunda e a terceira também atribuem ao auditor funções que são da administração e da governança.
- D)V, F, V, V.
Errada, porque a primeira assertiva é falsa e a segunda e a quarta também distorcem o papel do auditor.
Gabarito: A
Nesta questão, a banca explora uma regra clássica de auditoria: o auditor não é o “guardião universal” da entidade. A responsabilidade principal pela prevenção e detecção de fraude é da administração e dos responsáveis pela governança, que devem manter controles internos e cultura ética adequados. Isso está alinhado às normas de auditoria, especialmente a NBC TA 240, que trata da responsabilidade do auditor em relação à fraude em auditoria de demonstrações contábeis. O papel do auditor é obter segurança razoável de que as demonstrações não contêm distorção relevante, inclusive por fraude, mas isso não significa assumir a responsabilidade de evitar ou descobrir toda fraude existente. Em outras palavras: o auditor investiga, avalia riscos e responde a indícios, mas não substitui a administração na gestão da entidade. Ele não vira supervisor geral da governança nem criador da cultura ética da empresa. Por isso, as quatro assertivas estão erradas. A primeira erra ao atribuir ao auditor a prevenção e detecção da fraude; a segunda e a terceira exageram o papel do auditor na governança e na ética interna; e a quarta também amplia indevidamente sua responsabilidade, porque considerar risco de burlar controles faz parte do trabalho de auditoria, mas não da “responsabilidade pela governança” da entidade. Resumo de prova: fraude é problema da administração, e a auditoria entra para examinar, avaliar e responder ao risco, não para assumir o comando da casa.