A utilização da estrutura integrada de controles internos proposta pelo COSO pode variar de acordo com os papéis desempenhados por cada parte interessada de uma entidade. Nesse sentido, de acordo com o COSO, para utilizar as referidas recomendações adequadamente, a estrutura de governança de uma entidade deve
- A)considerar o uso das ferramentas ilustrativas como uma avaliação contínua da eficácia global do sistema de controle interno da entidade.
Errada, porque as ferramentas ilustrativas do COSO servem como apoio e orientação, mas não substituem uma avaliação contínua e formal da eficácia do sistema.
- B)propor a inclusão da estrutura integrada em currículos universitários, visando à padronização de conceitos e terminologias relativos aos controles internos.
Errada, porque o COSO não tem como objetivo propor currículo universitário, e sim orientar a implementação e a avaliação de controles internos.
- C)deliberar sobre a situação do sistema de controle interno da entidade com a alta administração e supervisioná-lo, conforme necessário.
Certa, porque a governança deve discutir com a alta administração a situação do controle interno e supervisioná-lo quando necessário, exatamente como prevê a lógica de oversight do COSO.
- D)avaliar o sistema de controle externo da entidade em relação à estrutura integrada, concentrando-se em como aplicar os princípios em apoio aos componentes do controle interno.
Errada, porque o COSO trata de controle interno, não de controle externo, e a análise deve se concentrar na aplicação dos componentes e princípios do controle interno.
Gabarito: C
O COSO trata controle interno como um processo, e não como um documento parado na gaveta. A ideia é que a estrutura integrada ajude a entidade a planejar, executar e monitorar seus controles de forma coerente, levando em conta o papel de cada parte interessada: alta administração, conselho, auditoria interna e demais gestores. Nessa lógica, quem governa a entidade não fica apenas assinando atas. A estrutura de governança deve discutir a situação do sistema de controle interno com a alta administração e acompanhar sua supervisão, quando necessário. Isso está alinhado ao modelo do COSO, que atribui ao conselho e à governança o papel de oversight, isto é, de supervisão e monitoramento, e não de execução do dia a dia. Por isso o gabarito é a letra C. Ela traduz exatamente essa função de supervisão e diálogo com a administração, que é central no COSO. O modelo é usado como referência doutrinária em auditoria e controle interno, especialmente na versão COSO 2013 e, mais recentemente, COSO 2017, mantendo essa lógica de responsabilidades distribuídas. As demais alternativas tentam deslocar o foco para avaliação genérica, padronização acadêmica ou até controle externo, mas isso não é o papel da estrutura de governança dentro do framework. Em prova, pense assim: o COSO organiza responsabilidade, monitoramento e comunicação, não dá aula na universidade nem troca o controle interno por controle externo.