No âmbito das atividades de monitoramento, conforme a estrutura integrada de controle interno proposta pelo COSO (2013), as avaliações independentes devem
- A)ser elaboradas conforme critérios estabelecidos por órgãos normatizadores reconhecidos.
Errada, porque o COSO não exige que as avaliações independentes sejam elaboradas segundo critérios de órgãos normatizadores reconhecidos; isso não é a característica central do monitoramento.
- B)visar à identificação dos riscos relacionados à realização dos objetivos da entidade.
Errada, porque identificar riscos é tarefa ligada à componente de avaliação de riscos, não ao foco das avaliações independentes no monitoramento.
- C)se inserir nos processos corporativos dos diferentes níveis da entidade e proporcionar informações oportunas.
Errada, porque essa descrição combina mais com informação e comunicação ou com controle em nível operacional, e não com avaliações independentes do monitoramento.
- D)ser conduzidas periodicamente, com escopo e frequências diferentes, de acordo com a avaliação de riscos.
Certa, porque o COSO 2013 prevê avaliações independentes periódicas, com escopo e frequência definidos conforme a avaliação de riscos.
Gabarito: D
No COSO 2013, o controle interno não é coisa de prateleira: ele precisa ser acompanhado continuamente e também testado por avaliações separadas. Dentro do componente de monitoramento, existem justamente as avaliações independentes, que funcionam como uma checagem “de fora do fluxo normal” para ver se os controles continuam fazendo sentido e funcionando bem. Essas avaliações não acontecem de qualquer jeito. O COSO orienta que elas sejam realizadas periodicamente, com escopo e frequência variáveis conforme o nível de risco. Em outras palavras: áreas mais críticas pedem maior atenção, mais testes e revisões mais frequentes. Onde o risco é menor, o monitoramento pode ser mais espaçado. Por isso o gabarito é a letra D. Ela traduz a lógica do COSO: avaliação independente, periódica e orientada por risco. É exatamente o tipo de formulação que a CESPE gosta de cobrar, trocando uma palavra aqui e outra ali para ver se você percebe o conceito central. Fique com a ideia-chave: monitoramento contínuo é rotina; avaliação independente é revisão separada, feita em intervalos adequados ao risco. Se você guardar isso, a questão deixa de ser pegadinha e vira ponto garantido.