Para absorver a energia de atracação dos navios, é recomendável que as estruturas de acostagem sejam equipadas com
- A)molhes de proteção.
Errada, porque molhes de proteção servem para abrigar a área portuária da ação do mar, e não para absorver o impacto do navio.
- B)proteção tipo estuarina.
Errada, porque proteção tipo estuarina se relaciona com a configuração do ambiente portuário, não com o amortecimento da atracação.
- C)defensas.
Certa, porque as defensas são justamente os dispositivos que absorvem a energia do choque do navio contra a estrutura de acostagem.
- D)quebra-mar.
Errada, porque quebra-mar é obra destinada a reduzir ondas e melhorar o abrigo da área, não a amortecer a atracação.
Gabarito: C
Em obras portuárias, a estrutura de acostagem é a parte onde o navio encosta para embarque, desembarque e atracação. Como esse contato gera impacto, a solução usual é instalar elementos capazes de amortecer a energia da manobra, evitando dano ao casco e ao próprio cais. Esses elementos são as defensas: peças de borracha, espuma ou outro material resiliente, fixadas na estrutura de acostagem para absorver o choque da atracação. Em prova, pense nelas como o “amortecedor” do porto. É exatamente por isso que o gabarito é a letra C. As demais alternativas falam de obras de proteção hidráulica ou de abrigo, como molhes e quebra-mares, que servem para reduzir a ação de ondas e correntezas, não para receber o impacto direto do navio. A banca costuma explorar essa diferença entre proteger a costa e amortecer a atracação. Em termos técnicos de engenharia portuária, a função das defensas é dissipada de energia de contato durante a amarração/atracação, sendo componente típico dos berços e cais de acostagem. Então, se a pergunta citar energia de atracação, já acende a luz: pense em defensas.