Um ambiente de controle deficiente em uma organização é evidenciado pela
- A)existência de comitê de auditoria sem membros independentes.
Certa, porque um comitê de auditoria sem membros independentes enfraquece a supervisão e indica falha no ambiente de controle.
- B)existência de um código de ética formalizado.
Errada, porque a existência de um código de ética formalizado tende a fortalecer, e não fragilizar, o ambiente de controle.
- C)inexistência de controle externo.
Errada, porque a ausência de controle externo não é, por si só, evidência de deficiência do ambiente de controle interno.
- D)filosofia da gestão por exceção.
Errada, porque a gestão por exceção é uma técnica administrativa e não caracteriza automaticamente ambiente de controle deficiente.
Gabarito: A
O ambiente de controle é a base do sistema de controles internos. Ele envolve a postura da alta administração, a integridade ética, a estrutura de governança, a divisão de responsabilidades e o tom da organização. Quando esse ambiente é fraco, o restante dos controles tende a ficar com “pé de barro”, porque até os controles bem desenhados passam a funcionar mal na prática. Na visão clássica do COSO, um bom ambiente de controle depende de valores éticos, competência, filosofia gerencial, estrutura organizacional e supervisão adequada. Se a organização monta um comitê de auditoria, mas sem membros independentes, a ideia de fiscalização perde força, porque falta justamente um elemento de imparcialidade e supervisão efetiva. Por isso, o gabarito está na alternativa A: um comitê de auditoria sem independência é sinal de fragilidade no ambiente de controle, pois compromete a governança e a efetividade da supervisão. Em termos doutrinários, a independência é um dos pilares esperados para que o comitê cumpra seu papel de apoio ao monitoramento dos controles internos e da qualidade da informação. As demais opções não indicam, por si, um ambiente de controle deficiente. Ter código de ética formalizado costuma fortalecer o ambiente de controle; a inexistência de controle externo não define o ambiente interno da entidade; e a filosofia da gestão por exceção é apenas um estilo administrativo, que pode existir sem significar deficiência no ambiente de controle.