Em relação às atividades de planejamento da auditoria interna, assinale a opção correta.
- A)O planejamento dos trabalhos deve ser baseado em uma avaliação documentada de risco, realizada pelo menos anualmente, em que as informações fornecidas pela alta administração são consideradas nesse processo.
Correta: o planejamento deve se basear em avaliação documentada de riscos, feita pelo menos anualmente, considerando as informações da alta administração.
- B)O executivo chefe de auditoria deve comunicar o planejamento da atividade de auditoria interna ao conselho para revisão e aprovação, sendo vedada a comunicação à alta administração para assegurar a independência dos trabalhos.
Errada: o planejamento pode e deve ser comunicado à alta administração, e não há vedação de comunicação por motivo de independência.
- C)O planejamento dos trabalhos deve ser baseado em uma avaliação subjetiva de risco, realizada pelo menos bianualmente, em que as informações fornecidas pela alta administração não devem ser consideradas nesse processo para garantir a independência dos trabalhos.
Errada: a avaliação não é subjetiva, não é bianual e as informações da alta administração devem ser consideradas no planejamento.
- D)O planejamento dos trabalhos deve ser baseado em uma avaliação de risco feita pela auditoria externa, realizada pelo menos bianualmente, em que as informações fornecidas pela alta administração não devem ser consideradas nesse processo para garantir a independência dos trabalhos.
Errada: o planejamento da auditoria interna não é feito com base em avaliação da auditoria externa, nem com essa periodicidade e restrição de informações.
Gabarito: A
No planejamento da auditoria interna, a ideia central é simples: antes de sair auditando tudo ao mesmo tempo, voce precisa olhar o risco e decidir onde o esforço vai trazer mais resultado. Por isso, o plano dos trabalhos deve ser construído com base em uma avaliação de riscos, e essa avaliação precisa ser documentada - nada de “achismo de corredor”. Além disso, essa análise deve considerar as informações trazidas pela alta administração, porque ela conhece os objetivos, as mudanças do negócio e os pontos mais sensíveis da organização. Isso não tira a independência da auditoria interna; ao contrário, melhora a qualidade do planejamento. No padrão cobrado em auditoria interna, a avaliação de riscos deve ser feita pelo menos anualmente. Esse é o ponto que a banca gosta de testar: frequência mínima anual, avaliação documentada e uso de insumos da administração. É exatamente essa lógica que torna a alternativa A correta. As demais opções tentam criar travas artificiais, como impedir comunicação com a alta administração ou trocar a avaliação de risco da auditoria interna por avaliação subjetiva, bianual ou feita pela auditoria externa. Tudo isso contraria a lógica e a prática normativa do planejamento da auditoria interna.