A propriedade de segurança de trilhas de auditoria denominada forward integrity (integridade para frente) baseia-se em um
- A)modelo de geração de códigos de autenticação de mensagem.
Certa, porque forward integrity se apoia em mecanismos criptográficos de autenticação de mensagens, como MACs, para proteger a trilha de auditoria contra alterações posteriores.
- B)sistema de detecção de intrusão.
Errada, porque sistema de detecção de intrusão monitora ataques e comportamentos suspeitos, mas não é o princípio que sustenta a integridade para frente.
- C)modelo de planejamento de recursos empresariais.
Errada, porque ERP é um sistema integrado de gestão empresarial e não um modelo de segurança de trilhas de auditoria.
- D)sistema de intercâmbio eletrônico de dados
Errada, porque EDI é intercâmbio eletrônico de dados entre sistemas e não o fundamento da proteção criptográfica de logs.
Gabarito: A
A integridade para frente (forward integrity) é uma propriedade de segurança usada em trilhas de auditoria para evitar que alguém altere registros antigos sem ser percebido. A ideia é simples: cada novo registro ajuda a proteger o anterior, formando uma cadeia. Assim, se o invasor comprometer a chave atual, ele não consegue retroagir e falsificar os eventos já gravados com facilidade. Na prática, isso é associado a um modelo criptográfico de geração de códigos de autenticação de mensagem, os famosos MACs. Em vez de confiar só em data e hora do sistema, o log recebe um mecanismo de autenticação que permite verificar se o conteúdo foi adulterado. É como carimbar cada passo da trilha com uma assinatura que depende do passo anterior. Por isso, o gabarito é a letra A. Forward integrity não tem relação com ERP, detecção de intrusão ou EDI; o foco aqui é proteger a trilha de auditoria contra alteração posterior, usando uma técnica de autenticação de mensagens. Em auditoria de sistemas, esse tipo de proteção é muito cobrado como parte dos controles de confiabilidade e não repúdio dos registros.