De acordo com a ABNT NBR ISO/IEC 17799:2005, que trata, entre outros temas, da segurança dos registros de auditoria, devem existir regras claras para o tratamento das falhas informadas pelos usuários ou pelos programas de sistemas no que diz respeito a problemas com o processamento da informação. Nesse sentido, por ocasião do tratamento das falhas, para assegurar que os controles não foram comprometidos e que a ação tomada é totalmente autorizada, o procedimento adequado é
- A)a análise crítica dos registros de falha.
Errada, porque analisar registros de falha ajuda no diagnóstico, mas não garante por si só que a medida adotada foi autorizada e não comprometeu controles.
- B)o monitoramento do controle de acesso e da ativação e desativação dos sistemas de proteção.
Errada, porque controle de acesso e mecanismos de proteção são temas relacionados, mas a questão pede o procedimento de validação após a falha ser tratada.
- C)a análise crítica das medidas corretivas.
Certa, porque a norma exige revisar as medidas corretivas para verificar se os controles continuam íntegros e se a ação foi totalmente autorizada.
- D)o monitoramento da conformidade das atividades dos administradores do sistema e da rede.
Errada, porque monitorar administradores é medida de supervisão geral, não o procedimento específico ligado ao tratamento da falha informada.
Gabarito: C
A norma ABNT NBR ISO/IEC 17799:2005 trata a segurança da informação com foco em controles que realmente funcionem no dia a dia, inclusive quando aparecem falhas nos sistemas. A ideia é simples: se houve erro reportado por usuário ou por programa, a organização não pode sair corrigindo no susto, porque isso pode esconder um problema maior ou até permitir uma ação sem autorização. Por isso, o procedimento adequado é analisar criticamente as medidas corretivas adotadas. Antes de encerrar o incidente, voce precisa conferir se o que foi feito não comprometeu os controles existentes e se a solução aplicada foi devidamente autorizada. Em outras palavras: não basta consertar, é preciso validar o conserto. Esse cuidado conversa com a lógica de controle interno e de trilha de auditoria: falha tratada sem análise pode virar brecha. A auditoria gosta justamente dessa postura de verificação, porque evita que um ajuste emergencial gere um novo risco ou enfraqueça as salvaguardas do sistema. Então, o gabarito é a letra C, porque ela traduz exatamente essa checagem posterior das medidas corretivas. As demais alternativas falam de monitoramento ou revisão de registros, mas não capturam a etapa específica de confirmar se a ação tomada foi adequada, segura e autorizada.