No que se refere aos quebra-mares, uma das estruturas mais dispendiosas da construção em portos marítimos, assinale a opção correta.
- A)Normalmente se utilizam quebra-mares verticais se as ondas medirem mais de seis metros de altura.
Errada, porque quebra-mares verticais não são "normalmente" escolhidos apenas por ondas acima de 6 metros, já que a definição depende mais da profundidade e das condições do local do que de um número isolado de altura de onda.
- B)Quebra-mares mistos ou verticais são utilizados em zonas de maiores profundidades.
Certa, porque quebra-mares verticais ou mistos são mais adequados em zonas de maior profundidade, onde os de taludes tendem a ficar mais caros e menos práticos.
- C)Quando há falta de material para enrocamento, os quebramares de taludes são os mais indicados.
Errada, porque a falta de material para enrocamento desaconselha os quebra-mares de taludes, já que eles dependem justamente desse volume de material.
- D)Os quebra-mares são estruturas normalmente perpendiculares à costa.
Errada, porque quebra-mares são normalmente dispostos paralelamente ou com orientação que protege a bacia portuária, e não, em regra, perpendicularmente à costa.
- E)Essas estruturas são observadas com mais frequência em portos naturais.
Errada, porque essas estruturas são mais associadas a portos expostos e abrigos artificiais, não sendo mais frequentes em portos naturais.
Gabarito: B
Os quebra-mares são obras de abrigo que servem para reduzir a energia das ondas e proteger a área portuária, os navios e as operações de atracação. Eles podem ser de taludes, verticais ou mistos, e a escolha depende principalmente da profundidade, do tipo de fundo, da disponibilidade de materiais e do clima marítimo local. Em obras portuárias, o custo costuma ser alto justamente porque estamos falando de estruturas grandes, expostas e que precisam aguentar o mar bravo sem reclamar. A ideia central da questão está no tipo de solução mais usada conforme a profundidade. Em águas mais profundas, os quebra-mares de taludes ficam menos vantajosos porque exigem muito volume de enrocamento e uma base ampla, o que encarece bastante a obra. Nesses casos, os quebra-mares verticais ou mistos costumam ser mais indicados, pois ocupam menos espaço e podem ser mais eficientes em certos cenários de profundidade maior. É por isso que o gabarito está na letra B. A doutrina de obras portuárias ensina, de modo geral, que estruturas verticais ou mistas são preferidas em áreas de maior profundidade, enquanto os de taludes são mais comuns em situações rasas e quando há material disponível para enrocamento. Não há aqui um artigo de lei específico para decorar, porque o tema é técnico de engenharia portuária, mas a lógica de projeto é essa: profundidade manda muito na escolha. Na prática, a banca gosta de inverter conceitos simples: ela troca profundidade por pouca profundidade, ou coloca o tipo de quebra-mar no lugar errado. Então, se você lembrar que quebra-mar de talude pede muito material e espaço, e que as soluções verticais aparecem quando o mar já está fundo, você resolve a questão sem sofrer no cais.