Em seu trabalho, o auditor deve estar apto a distinguir entre um erro e uma fraude com fins fiscais. A principal característica que distingue a fraude do erro é a
- A)falta de qualificação profissional.
Errada, porque falta de qualificação profissional pode até contribuir para erro, mas não é a característica que distingue fraude de erro.
- B)relevância.
Errada, porque relevância é critério de materialidade, não o elemento que separa erro de fraude.
- C)ineficácia dos controles internos.
Errada, porque a ineficácia dos controles internos pode facilitar ocorrências, mas não define a natureza intencional da fraude.
- D)ausência de dolo.
Errada, porque ausência de dolo caracteriza justamente o erro, e não a fraude.
- E)intencionalidade.
Certa, porque a fraude se diferencia do erro pela intencionalidade, ou seja, pela ação dolosa e consciente.
Gabarito: E
Na auditoria, a diferença central entre erro e fraude é simples: o erro acontece sem intenção, por engano, descuido ou falha de interpretação; já a fraude envolve vontade consciente de enganar. Em prova, quando aparecer a palavra "dolo" ou "intenção", acenda a luz amarela, porque quase sempre ela está apontando para fraude. No caso de fraude com fins fiscais, a ideia é burlar o fisco, reduzir tributo indevidamente ou esconder informação relevante. Isso não ocorre por acidente. A conduta é planejada, deliberada, e por isso a principal característica que a distingue do erro é a intencionalidade. Essa é a linha adotada pela doutrina e pelos normativos de auditoria: erro decorre de ação não intencional, enquanto fraude decorre de ato intencional para obter vantagem indevida. Em outras palavras, o erro costuma ser o "foi sem querer", e a fraude, o "foi de propósito". Por isso o gabarito é a letra E. A banca quer que você perceba que nem falta de qualificação, nem falha de controle, nem relevância definem a fraude; o que separa uma da outra é a vontade dirigida ao resultado ilícito.