A possibilidade de o auditor não detectar distorção relevante existente em demonstrações contábeis caracteriza o risco
- A)inerente.
Errada, porque risco inerente é a suscetibilidade de uma afirmação estar distorcida antes de considerar controles internos.
- B)de auditoria.
Errada, porque risco de auditoria é o risco global de emitir opinião inadequada, não a falha específica de não encontrar a distorção.
- C)de detecção.
Certa, porque é o risco de os procedimentos do auditor não detectarem uma distorção relevante já existente.
- D)de distorção relevante.
Errada, porque distorção relevante é o problema material nas demonstrações, não uma categoria de risco.
- E)de controle.
Errada, porque risco de controle é a chance de o controle interno não prevenir ou não detectar uma distorção.
Gabarito: C
Em auditoria, existem três riscos clássicos que você precisa separar sem fazer confusão de fila: risco inerente, risco de controle e risco de detecção. O enunciado fala da possibilidade de o auditor não perceber uma distorção relevante já existente nas demonstrações contábeis. Isso descreve exatamente o risco de detecção, que é o risco de os procedimentos do auditor não encontrarem um erro material que esteja lá escondido. Pense assim: o problema já existe, mas a auditoria pode passar por cima dele por limitação de técnica, amostragem, julgamento ou execução dos testes. Ou seja, não é o risco de o erro nascer na empresa, nem o risco de o controle interno deixar o erro passar. É o risco de a auditoria não enxergar o que deveria enxergar. Na linguagem da NBC TA 200, o risco de auditoria é a possibilidade de o auditor expressar opinião inadequada quando as demonstrações contábeis contêm distorção relevante. Esse risco de auditoria é composto pelos riscos inerente, de controle e de detecção. Como a questão trata da falha do auditor em identificar a distorção já existente, o nome certo do bicho é risco de detecção. Então, o gabarito C está correto porque descreve a chance de os procedimentos de auditoria não detectarem uma distorção relevante. É a clássica pegadinha de conceito: o erro está na empresa, mas a falha narrada no enunciado está na percepção do auditor.