Considerando os principais elementos que justificam a escolha das prioridades da auditoria, julgue os itens a seguir. I Processos que tenham sofrido alterações significativas devem ser objeto de auditoria, a fim de que se avalie o impacto das alterações nos controles e riscos. II Todo processo deve ser auditado. III A profundidade das análises deve ser aleatoriamente definida. IV Demandas e preocupações da alta administração devem ser consideradas no planejamento da auditoria interna. Assinale a opção correta.
- A)Apenas os itens I e II estão certos.
Errada, porque o item II está incorreto: nem todo processo precisa ser auditado, pois a auditoria deve priorizar riscos e relevância.
- B)Apenas os itens I e IV estão certos.
Certa, pois os itens I e IV refletem critérios adequados de priorização da auditoria interna.
- C)Apenas os itens II e III estão certos.
Errada, porque o item II é falso e o item III também é falso, já que a profundidade dos trabalhos não pode ser definida ao acaso.
- D)Apenas os itens III e IV estão certos.
Errada, porque o item III está errado e o item IV está correto.
- E)Todos os itens estão certos.
Errada, porque os itens II e III não estão certos.
Gabarito: B
Na auditoria interna, a escolha das prioridades não nasce do acaso: ela depende de risco, relevância e mudanças no ambiente dos processos. Se um processo sofreu alteração significativa, faz todo sentido ele entrar no radar da auditoria, porque mudança costuma mexer com controles, falhas e exposição ao risco. Por isso, o item I está certo. Já a ideia de que todo processo deve ser auditado é exagerada e não combina com a lógica da auditoria baseada em risco. Auditoria não é passeio por todos os setores com carimbo automático; ela precisa concentrar esforço onde o risco é maior, onde houve mudança relevante ou onde a administração quer mais atenção. Assim, o item II está errado. Também está errado dizer que a profundidade das análises deve ser definida aleatoriamente. O nível de testes e a profundidade dos exames precisam acompanhar o risco, a materialidade, a complexidade e a importância do objeto auditado. Aleatoriedade aqui seria quase um convite ao improviso, e auditoria não funciona no modo sorteio. O item III, portanto, está errado. Por fim, demandas e preocupações da alta administração devem mesmo ser consideradas no planejamento da auditoria interna. Isso aparece na lógica das normas e boas práticas de auditoria interna, como o enfoque baseado em riscos e alinhado aos objetivos da organização, em linha com o IPPF/IIA. Logo, o item IV está certo, e a alternativa B é a correta.