Risco de auditoria consiste na possibilidade de o auditor expressar uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis estiverem significativamente incorretas. O risco de auditoria pode ser definido como uma função dos seguintes riscos:
- A)de fraude e de erro
Errada, porque fraude e erro são causas de distorção, e não os componentes clássicos da função do risco de auditoria.
- B)de legal e regulatório
Errada, pois risco legal e regulatório não é a base conceitual usada para definir risco de auditoria.
- C)de distorção relevante e de detecção
Certa, porque o risco de auditoria é tradicionalmente tratado como função do risco de distorção relevante e do risco de detecção.
- D)de eventos externos e inerente
Errada, porque eventos externos não integram a definição técnica do risco de auditoria nessa forma.
- E)de controle e de processo
Errada, pois risco de controle e de processo não é a dupla conceitual que define o risco de auditoria.
Gabarito: C
O risco de auditoria é a chance de o auditor emitir uma opinião inadequada quando as demonstrações contábeis já estão com distorções relevantes. Em termos simples: o auditor pode acabar dizendo que está tudo certo, quando não está. E isso, em auditoria, é o tipo de surpresa que ninguém quer descobrir depois. A ideia clássica, adotada nas normas de auditoria, é que o risco de auditoria decorre principalmente de dois componentes: o risco de distorção relevante e o risco de detecção. O primeiro é o risco de a demonstração já nascer ou permanecer materialmente errada, por fraude ou erro, antes do trabalho do auditor. O segundo é o risco de os procedimentos do auditor não pegarem essa distorção. Por isso, a alternativa C está correta: o risco de auditoria é uma função do risco de distorção relevante e do risco de detecção. Esse é o modelo consagrado nas NBC TA, alinhado ao padrão internacional (ISA 200 e ISA 315/330), muito cobrado em prova. As demais alternativas misturam conceitos que existem na prática, mas não compõem a fórmula clássica do risco de auditoria. A banca gosta justamente dessa troca de nomes para ver se você cai no charme do enunciado.