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Arqueologia · FGV · 2025

Questão comentada de Arqueologia

Sobre a conservação dos acervos arqueológicos, leia o trecho a seguir. O reconhecimento dos materiais que compõem as coleções arqueológicas, bem como de suas peculiaridades de envelhecimento e vulnerabilidade aos agentes de degradação, é fundamental aos profissionais que trabalham em museus, arquivos e casas históricas: acervos orgânicos e inorgânicos são sensíveis em graus distintos aos fatores externos e às predisposições internas de degradação. Adaptado de SOUZA, L.A.; FRONER, A-Y. Reconhecimento de materiais que compõem acervos. Belo Horizonte: EBA/UFMG, 2008, p. 3. Considerando a conservação preventiva de coleções arqueológicas, assinale a opção que indica os meios corretos para a conservação de cada material, de acordo com seus riscos específicos.

Gabarito: B

Na conservação preventiva de acervos arqueológicos, a ideia central é simples: cada material reage de um jeito ao ambiente, então não existe uma solução única para tudo. O que protege um objeto cerâmico pode ser ruim para um metal, e o que é inofensivo para pedra pode destruir papel, couro ou madeira. Por isso, o primeiro passo é reconhecer a natureza do material e seus principais agentes de deterioração: umidade, luz, poluentes, poeira, variações de temperatura, insetos e manuseio inadequado. Os materiais orgânicos, como madeira, fibras e papel, costumam ser mais sensíveis à umidade, fungos e insetos; já os inorgânicos, como metais e algumas pedras, respondem mais a processos físico-químicos, especialmente corrosão, fissuras e sais. Em conservação preventiva, o foco não é “consertar” o objeto, mas criar condições estáveis para que ele se degrade o mínimo possível. É a famosa lógica do museu: menos improviso, mais controle. O gabarito é a letra B porque os objetos metálicos realmente têm tendência à oxidação e à corrosão, sobretudo quando expostos à umidade, poluentes atmosféricos e certos agentes químicos presentes em produtos de limpeza. Por isso, a proteção deve incluir armazenamento adequado, controle ambiental e evitar contato com substâncias agressivas. Essa é uma orientação clássica da museologia e da conservação de acervos, amplamente aceita na doutrina técnica de conservação preventiva. As demais alternativas misturam conceitos. Algumas trocam propriedades dos materiais, outras atribuem riscos errados ou medidas inadequadas. Em prova, a banca costuma cobrar exatamente esse casamento entre material e ameaça: não basta saber o nome do objeto, você precisa saber o que o corrói, o que o deforma e o que o preserva.

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