Durante a pulverização de produtos fitossanitários, é preciso adotar técnicas que aumentem a eficiência da aplicação, já que a incidência de alguns fatores climáticos pode comprometer essa eficiência. A velocidade do vento pode arrastar as gotas pulverizadas para fora do alvo (deriva), enquanto a temperatura e, principalmente, a umidade relativa do ar podem contribuir para a rápida evaporação das gotas, reduzindo a absorção do produto pelas plantas. Nesse sentido, é uma condição ideal para a pulverização terrestre a:
- A)temperatura do ar mínima de 33 ºC.
Errada, porque 33 ºC é temperatura alta demais para pulverização segura, favorecendo evaporação das gotas.
- B)umidade relativa do ar mínima de 35%.
Errada, porque 35% de umidade relativa é baixa e aumenta a perda de água das gotas antes de chegarem ao alvo.
- C)umidade relativa do ar mínima de 45%.
Errada, porque 45% ainda é umidade relativamente baixa para uma aplicação confortável e eficiente em muitos casos.
- D)velocidade do vento entre 3 e 10 km/h.
Certa, porque a faixa de 3 a 10 km/h é a condição clássica recomendada para reduzir deriva sem prejudicar a deposição.
- E)velocidade do vento entre 11 e 15 km/h.
Errada, porque ventos acima de 10 km/h aumentam o risco de deriva e reduzem a precisão da aplicação.
Gabarito: D
Na pulverização terrestre, o clima funciona quase como um coautor da aplicação: se ele estiver “contra”, a gota não chega bem ao alvo. O vento pode carregar a pulverização para fora da área desejada, causando deriva, enquanto calor excessivo e baixa umidade aceleram a evaporação, diminuindo o volume que realmente vai atingir a planta. Por isso, a prática recomenda condições moderadas, em que as gotas tenham tempo de chegar ao alvo sem serem levadas embora nem secarem no caminho. Em geral, a faixa de vento mais segura para a pulverização terrestre fica entre 3 e 10 km/h, o que reduz deriva sem indicar calmaria total demais, que pode até favorecer inversão térmica em certos cenários. É exatamente por isso que a alternativa D está correta. Ela traz a faixa de velocidade do vento considerada adequada para a aplicação terrestre, equilibrando deposição no alvo e menor risco de arraste das gotas. Já temperatura muito alta e umidade muito baixa são condições ruins porque aumentam a evaporação. Na prática agronômica, o operador sempre deve observar o conjunto das condições meteorológicas, não só um fator isolado. É o clássico caso em que “o produto é bom, mas o dia não ajuda”.