O técnico agropecuário precisa apresentar conhecimento sobre o manejo sanitário das principais doenças, programas profiláticos, higiênicos e sanitários na suinocultura. Qual doença de importância na suinocultura industrial NÃO pode ser prevenida com vacinação?
- A)Colibacilose: causa diarreia e alta mortalidade em leitões no período neonatal, sendo a principal causa de diarreia neste período.
Errada, porque a colibacilose pode ser prevenida e controlada com vacinação das matrizes e manejo sanitário para reduzir diarreia neonatal.
- B)Parvovirose: causa mortalidade de embriões e fetos, que é comum quando há infecção por esse agente; ocorre antes dos 80 dias de gestação.
Errada, porque a parvovirose suína tem vacina e é uma das causas clássicas de falhas reprodutivas evitáveis por imunização.
- C)Leptospirose: causa problemas reprodutivos, podendo o programa de prevenção envolver matrizes, leitões e cachaços.
Errada, porque a leptospirose tem programa vacinal e controle reprodutivo, inclusive com vacinação de matrizes e reprodutores.
- D)Tuberculose: causa nódulos nos gânglios linfáticos do pescoço, que resultam no descarte de carcaças no frigorífico.
Certa, porque a tuberculose suína não é prevenida rotineiramente por vacinação na suinocultura industrial, sendo controlada por medidas sanitárias e inspeção.
- E)Rinite atrófica: causa inflamação dos tecidos nas narinas, que pode acabar causando desvio do septo nasal do suíno.
Errada, porque a rinite atrófica pode ser prevenida por vacinação e manejo, especialmente contra os agentes bacterianos envolvidos.
Gabarito: D
Na suinocultura industrial, o manejo sanitário mistura prevenção por vacinação, biosseguridade e higiene. Algumas doenças entram no pacote vacinal porque existem imunógenos eficazes e uso consagrado no rebanho, como parvovirose, leptospirose e, em certos contextos, colibacilose e rinite atrófica. Já outras dependem muito mais de controle de trânsito, diagnóstico, descarte e limpeza do que de vacina. A questão quer exatamente saber qual doença NÃO pode ser prevenida com vacinação. A pegadinha está em lembrar que nem toda doença importante do suíno tem vacina prática e eficaz na rotina industrial. Na tuberculose suína, o controle é sanitário e zootécnico, com vigilância, isolamento, abate sanitário quando indicado e inspeção de carcaças no frigorífico. Por isso, o gabarito é a letra D. A tuberculose pode causar lesões nodulares em linfonodos, inclusive cervicais, e levar ao descarte de carcaças e condenações em inspeção post mortem. O ponto central aqui é que, na rotina da suinocultura industrial, não há vacinação eficaz e amplamente utilizada para prevenção da tuberculose em suínos. Em resumo: quando a banca fala em prevenção de doenças na suinocultura, pense em vacina, mas também em biosseguridade. Se a doença for tuberculose, a lógica é mais de controle sanitário e inspeção do que de imunização.