Em relação aos inoculantes e adubos minerais, é correto afirmar:
- A)Tem sido observada a inconsistência com a reinoculação anual das culturas e, no caso da soja, observa-se um incremento menor que 1% no rendimento com a inoculação anual.
Errada: a reinoculação anual da soja costuma manter ou recuperar eficiência, e não há essa regra de incremento menor que 1% como afirma a alternativa.
- B)As bactérias fixadoras de N empregadas para inoculação de soja pertencem ao gênero Azospirillum, e as empregadas no feijoeiro são do gênero Sinorhizobium.
Errada: a soja é inoculada com Bradyrhizobium, e o feijoeiro também não usa Sinorhizobium como descrito na alternativa.
- C)A adubação corretiva visa corrigir a carência de nutrientes no solo para elementos que apresentem elevado efeito residual, como P, Zn, Cu e Mo.
Certa: a adubação corretiva é usada para elevar teores de nutrientes no solo, especialmente aqueles com maior efeito residual, como P e micronutrientes como Zn, Cu e Mo.
- D)A adubação foliar com Ca, com múltiplas aplicações, vem sendo recomendada para frutas e alface para garantir o suprimento deles.
Errada: o cálcio tem baixa mobilidade na planta, mas a recomendação de adubação foliar com múltiplas aplicações não garante, por si só, o suprimento adequado de forma geral.
- E)A adubação preventiva ou de segurança é recomendada quando o nível do nutriente é muito baixo na análise de solo ou planta, sendo muito aplicada ao Ca e Mg.
Errada: adubação preventiva ou de segurança é ligada à reposição antecipada conforme expectativa de extração, e não simplesmente a níveis muito baixos de análise; além disso, a descrição não se aplica bem a Ca e Mg.
Gabarito: C
Quando o assunto é inoculante e adubação mineral, a prova gosta de misturar conceitos parecidos para ver se você escorrega no detalhe. Inoculante é o produto com microrganismos que ajudam a planta, principalmente na fixação biológica de nitrogênio, e sua eficiência depende da cultura, da bactéria correta e do manejo. Já os adubos minerais entram como fonte direta de nutrientes, e a forma de aplicação varia conforme a mobilidade e o comportamento do elemento no solo e na planta. A questão gira em torno da adubação corretiva, que é aquela feita para elevar o teor de certos nutrientes no solo e corrigir uma deficiência mais estrutural, não apenas atender a demanda imediata da safra. Ela faz sentido especialmente para nutrientes com maior efeito residual, porque o investimento fica no solo por mais tempo e melhora a fertilidade para cultivos seguintes. Por isso, o gabarito é a letra C: a adubação corretiva busca corrigir carências no solo, especialmente para nutrientes como P, Zn, Cu e Mo, que podem apresentar efeito residual importante. Em outras palavras, você aplica pensando não só na planta de hoje, mas no solo como patrimônio da próxima colheita. Esse é um conceito clássico de fertilidade do solo e manejo de adubação, muito cobrado em agronomia. As demais alternativas tropeçam em erros bem conhecidos: confundem gênero bacteriano, exageram a eficiência da reinoculação, ou misturam tipos de adubação com nutrientes cuja dinâmica não combina com a descrição dada. Em prova, esse tipo de pegadinha aparece bastante porque as palavras estão quase certas, mas a lógica agronômica não fecha.