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Agronomia · IDCAP · 2025

Questão comentada de Agronomia

A identificação precoce de problemas fitossanitários em viveiros florestais é essencial para garantir o sucesso na produção de mudas de espécies nativas. Considerando os principais sintomas e sinais observados nas mudas, é correto afirmar que:

Gabarito: C

Em viveiros florestais, o segredo é observar bem o trio clássico da fitopatologia e do manejo: sintomas, sinais e a possibilidade de pragas ou problemas nutricionais. Sintoma é o que a planta mostra, como murcha, manchas, deformações e amarelecimento. Sinal é a presença do agente, como micélio, esporos, exsudato bacteriano, ovos ou o próprio inseto/ácaro. Isso evita aquele erro comum de sair tratando no escuro, como se tudo resolvesse com adubo ou fungicida. Na prática, folhas murchas e secas podem indicar falta de água, doença ou ataque de pragas que sugam ou lesionam os tecidos. Quando isso aparece junto com pequenos buracos nas folhas, a suspeita de ataque biótico ganha força, especialmente por insetos mastigadores, brocas ou outros organismos que danificam o tecido vegetal. Ácaros, embora geralmente causem pontuações, bronzeamento e enfraquecimento, também entram no radar quando há sinais de estresse e perda de vigor. Por isso, o gabarito é a letra C: ela faz a leitura correta do conjunto de sintomas e orienta a investigação da presença de organismos associados. Em fitopatologia, o diagnóstico começa pela observação cuidadosa e pela diferenciação entre causa biótica e abiótica. Em viveiro, errar a causa significa tratar o problema errado e perder muda, tempo e dinheiro. As demais alternativas tropeçam em ideias comuns: atribuir apodrecimento radicular só a nutrição, querer fungicida para doença bacteriana ou viral, reduzir clorose a falta de nitrogênio e achar que crescimento desordenado é sinal de saúde. Em concurso, a banca adora exatamente isso: um enunciado plausível, mas com uma explicação apressada demais.

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