Sobre as corretas práticas de manejo e conservação de solos agrícolas, fundamentais para manter o potencial produtivo das culturas no longo prazo, assinale a afirmativa correta.
- A)Resíduos orgânicos, adubos verdes, compostos e esterco são inviáveis para o aumento da matéria orgânica do solo no curto prazo, não melhorando a estrutura e contribuindo pouco para a capacidade de retenção de água e nutrientes.
Errada, porque resíduos orgânicos, adubos verdes, compostos e esterco tendem a aumentar a matéria orgânica do solo e melhorar estrutura, retenção de água e disponibilidade de nutrientes.
- B)Alternar diferentes culturas ao longo das safras contribui pouco com a redução do esgotamento de nutrientes específicos, quebra de ciclos de pragas e doenças, porém melhora a estrutura do solo.
Errada, pois a rotação de culturas contribui sim para reduzir o esgotamento de nutrientes específicos e quebrar ciclos de pragas e doenças, além de poder melhorar a estrutura do solo.
- C)Ao minimizar o revolvimento do solo, promovendo a manutenção da cobertura vegetal dificulta o controle a erosão, o que diminui a infiltração da água, tendo pouco efeito sobre a compactação do solo.
Errada, porque a manutenção da cobertura vegetal e a menor movimentação do solo ajudam a controlar a erosão, aumentam a infiltração de água e reduzem problemas de compactação.
- D)Construir curvas de nível em terrenos inclinados é uma prática que atualmente inviabiliza a produção agrícola, devido principalmente ao alto custo e, comprovadamente, pouco eficaz na redução da velocidade de escoamento superficial.
Errada, pois curvas de nível são uma prática eficiente e consagrada de conservação do solo em áreas inclinadas, reduzindo a velocidade do escoamento superficial e a erosão.
- E)Aplicar fertilizantes e corretivos de maneira equilibrada, de acordo com as necessidades da cultura e com as características do solo, evitando a aplicação excessiva, diminui problemas com a lixiviação e a contaminação.
Certa, porque a adubação e a correção feitas de forma equilibrada, conforme a necessidade da cultura e do solo, reduzem perdas por lixiviação e diminuem riscos de contaminação ambiental.
Gabarito: E
No manejo e conservação do solo, a lógica é simples: quanto melhor você cuida da estrutura, da cobertura e da fertilidade, mais tempo o solo continua produtivo. Práticas como rotação de culturas, cobertura vegetal, plantio em nível e adubação equilibrada ajudam a reduzir erosão, conservar água e evitar perda de nutrientes. O solo não é um cofre infinito: se você exagera ou descuida, ele devolve a conta em forma de lixiviação, compactação e queda de produtividade. A alternativa E está correta porque a aplicação de fertilizantes e corretivos deve seguir a necessidade da cultura e a análise do solo. Quando você dosa bem, evita excesso de sais e nutrientes, reduz a lixiviação, minimiza perdas econômicas e diminui o risco de contaminação ambiental, sobretudo de águas superficiais e subterrâneas. Isso é totalmente coerente com a recomendação agronômica clássica de adubação e calagem baseada em diagnóstico do solo, como defendem os manuais técnicos de fertilidade e recomendação de adubação. Em termos práticos, manejo equilibrado é o oposto de jogar insumo como se fosse confete em festa. A ideia é corrigir o solo na medida certa, respeitando pH, saturação por bases, disponibilidade de nutrientes e exigência da cultura. Assim, você melhora a eficiência do uso de fertilizantes e mantém o potencial produtivo no longo prazo. As práticas de conservação caminham juntas: adubação correta, cobertura do solo, rotação e controle da erosão formam o pacote que a banca gosta de cobrar. Aqui, a pegadinha está em inverter os efeitos das técnicas ou exagerar seus supostos malefícios para confundir quem sabe o básico, mas lê rápido demais.