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Agronomia · FGV · 2025

Questão comentada de Agronomia

Imagine um imóvel rural cuja sede é uma edificação histórica. Para estimar o custo de reedição da benfeitoria dessa sede, determinado com o Método do Custo de Reprodução e Reedição, a abordagem apropriada é:

Gabarito: E

No Método do Custo de Reprodução e Reedição, a ideia é estimar quanto custaria refazer a benfeitoria, e não apenas levantar o valor de uma construção genérica parecida. Quando a sede é histórica, isso pesa ainda mais: o avaliador deve considerar a reprodução fiel, com materiais, técnicas e acabamentos equivalentes aos originais, porque o valor de reedição busca preservar as características da obra como ela é ou como foi concebida. Em linguagem de prova, pense assim: se a edificação é histórica, trocar tudo por padrão moderno pode até ser mais barato, mas já não representa a mesma benfeitoria. Por isso, o custo não é o de uma sede nova qualquer, e sim o custo de replicar o bem com suas especificidades construtivas, inclusive o trabalho artesanal, quando ele fizer parte da identidade do imóvel. É por isso que a alternativa E está correta. Ela capta justamente o núcleo do método: reproduzir a benfeitoria com materiais originais ou equivalentes e com o mesmo padrão de execução, respeitando o valor arquitetônico e histórico do imóvel. Na prática pericial e avaliativa, isso é coerente com a lógica adotada em avaliações de benfeitorias especiais, em linha com os critérios técnicos usuais da ABNT NBR 14653, que distingue o valor de reprodução/reedição do simples custo de substituição. Se a banca falar em inflação, condição atual, idade ou substituição pura e simples, desconfie. Essas ideias podem aparecer em outros contextos de avaliação, mas aqui o foco é outro: o custo de refazer a sede histórica como ela deve ser reeditada, não como uma construção moderna qualquer.

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