O aspecto visual dos componentes sanguíneos deve ser usado como um dos critérios de controle de qualidade do produto final. Todos os colaboradores que manuseiam bolsas plásticas, kits de aférese e componentes sanguíneos são responsáveis por realizar a todo tempo a inspeção visual, segregar os produtos não conformes e fazer os registros definidos pelo serviço. Após o preparo das unidades de plasmas, deverão ser inspecionados os seguintes quesitos, EXCETO:
- A)Lipemia.
Correta como critério visual, porque lipemia altera o aspecto do plasma e pode indicar produto fora do padrão.
- B)Contaminação por hemácias.
Correta como critério visual, pois a presença de hemácias no plasma é uma não conformidade facilmente percebida na inspeção.
- C)Contagem de glóbulos brancos.
Errada, porque contagem de glóbulos brancos não é feita por inspeção visual do plasma, e sim por análise laboratorial específica.
- D)Presença de material particulado (fibrina/coágulo).
Correta como critério visual, já que fibrina ou coágulos aparecem como material particulado e devem ser identificados.
Gabarito: C
Na inspeção visual de componentes sanguíneos, a ideia é separar rapidamente o que parece fora do padrão antes que o produto siga para uso. Em plasma, o olhar atento procura alterações que indiquem problema de qualidade, como lipemia, contaminação por hemácias e presença de material particulado, como fibrina ou coágulo. É aquele tipo de conferência em que o olho treinado vale ouro, porque um detalhe pequeno pode denunciar um produto inadequado. A lógica é simples: plasma deve ter aspecto compatível com sua natureza, sem sinais de turbidez excessiva, sangue misturado ou partículas suspeitas. Por isso, esses critérios fazem parte da inspeção visual pós-preparo. Se algo foge do esperado, o produto deve ser segregado e registrado, conforme os procedimentos do serviço e as boas práticas aplicáveis aos serviços de hemoterapia. O gabarito é a letra C porque contagem de glóbulos brancos não é um quesito de inspeção visual de plasma. Isso não se avalia no olho, mas por métodos laboratoriais específicos, quando indicados. Ou seja, aqui a banca quer que você diferencie o que é exame visual do que é análise hematológica de bancada. Em termos normativos, a lógica da questão está alinhada às boas práticas em serviços de hemoterapia, que exigem inspeção visual dos componentes para identificar não conformidades macroscópicas antes da liberação. Então, nada de tentar contar célula no vidrinho com o olhar: isso já é outra conversa.