No que se refere a doenças e pragas que atacam as florestas, assinale a opção correta.
- A)A mancha do caule é uma doença causada pelo fungo Cylindrocladium crotalariae; no mogno, a doença é caracterizada por manchas grandes em seu tronco, de coloração marrom-escura.
Errada: o agente causal e a descrição da lesão no tronco não correspondem corretamente à mancha do caule no mogno.
- B)O tombamento em mudas de pínus pode ocorrer na pré-emergência e na pós-emergência das plantas; medidas preventivas utilizadas nas sementeiras e nos viveiros inclui evitar a umidade excessiva no substrato dos recipientes ou no solo da sementeira.
Certa: o tombamento em mudas de pínus pode ocorrer na pré-emergência e na pós-emergência, e o controle preventivo passa por evitar excesso de umidade no viveiro.
- C)A lagarta parda do eucalipto causa o desfolhamento e o consequente enfraquecimento das plantas, em razão da necessidade de reposição das folhas consumidas, seguida da morte imediata da árvore.
Errada: a lagarta parda do eucalipto causa desfolhamento e enfraquecimento, mas não leva, em regra, à morte imediata da árvore.
- D)A mancha causada pelo fungo Corynespora cassiicola tem alta frequência em plantas adultas de ipê, ocorrendo raramente em mudas, e deve ser controlada com aplicações semanais de fungicidas protetores e sistêmicos.
Errada: a afirmação erra a frequência em plantas adultas de ipê e exagera o manejo, pois o controle não depende necessariamente de aplicações semanais como regra fixa.
- E)A broca pertencente à espécie Phoracantha recurva ataca principalmente árvores sadias, além de árvores estressadas ou toras recém-cortadas, sem prejuízos para o comércio de madeira.
Errada: Phoracantha recurva ataca principalmente árvores estressadas, debilitadas ou toras recém-cortadas, e não árvores sadias como foco principal.
Gabarito: B
Em fitossanidade florestal, o cuidado começa no viveiro. Muitas doenças e pragas atacam justamente as fases mais jovens, quando a muda está mais sensível e um pequeno erro de manejo vira um problemão. Por isso, práticas simples como usar substrato limpo, boa drenagem e evitar excesso de água fazem muita diferença no controle preventivo. A questão cobra o tombamento de mudas de pínus, um problema clássico em sementeiras e viveiros. Ele pode aparecer antes da emergência, quando a plântula nem chegou a sair do solo, ou depois da emergência, quando a muda tomba e morre por ataque de patógenos favorecidos por ambiente úmido. O ponto-chave é que a umidade excessiva no substrato ou no solo cria o cenário perfeito para a doença. Por isso, a alternativa B está correta ao relacionar o tombamento na pré-emergência e na pós-emergência com a prevenção baseada em reduzir umidade excessiva. Em prova, esse tipo de enunciado costuma cobrar manejo cultural mais do que “milagre químico”: ventilação, higiene, drenagem e cuidado com a irrigação. É o famoso caso em que menos água pode significar mais sanidade. As demais alternativas misturam agente causal, hospedeiro e intensidade dos sintomas de forma incorreta. Em questões de florestas, a banca gosta muito de trocar nome de fungo, exagerar a gravidade ou inverter a frequência da ocorrência para testar se você conhece o básico de doenças e pragas.