A caracterização de uma floresta é dada pela sua composição florística e a sua distribuição diamétrica, que é definida pela distribuição do número de árvores em classes diamétricas. No que se refere a esse assunto, julgue os próximos itens. I A estrutura diamétrica de uma floresta equiânea tende a uma distribuição normal, podendo apresentar diferentes configurações em função da idade da floresta e ao local de plantio. II A estrutura diamétrica de uma floresta inequiânea tende a uma distribuição no formato de J-invertido, podendo apresentar diferentes configurações devido a seu estágio de desenvolvimento. III As florestas equiâneas são florestas de árvores que apresentam diferentes idades. Assinale a opção correta.
- A)Apenas o item I está certo.
Errada, porque o item II também está correto, então não é apenas o item I.
- B)Apenas o item II está certo.
Errada, porque o item I também está correto, então não é apenas o item II.
- C)Apenas o item III está certo.
Errada, porque o item III está incorreto ao definir equiâneas como florestas de idades diferentes.
- D)Apenas os itens I e II estão certos.
Certa, porque os itens I e II estão corretos e o item III está errado.
- E)Apenas os itens I e III estão certos.
Errada, porque o item III está incorreto, embora o item I esteja certo.
Gabarito: D
A distribuição diamétrica mostra como as árvores de uma floresta se organizam por classes de diâmetro. Isso ajuda a entender a estrutura do povoamento e, de quebra, dá uma boa pista sobre o estágio de desenvolvimento da floresta. Em termos clássicos, florestas equiâneas, com árvores de idades semelhantes, costumam apresentar uma distribuição mais próxima da normal, em formato de sino, embora isso possa variar conforme idade, espécie e local de plantio. Já as florestas inequiâneas, com árvores de várias idades, tendem a mostrar o famoso J-invertido, com muitas árvores finas e poucas grossas. No item I, a ideia está correta: a floresta equiânea tende mesmo a uma distribuição normal, ainda que a forma exata possa mudar com o desenvolvimento do povoamento e as condições do sítio. No item II, também está correto dizer que a floresta inequiânea tende ao J-invertido, porque há reposição contínua e presença de muitas árvores nas classes menores. Esse é um padrão bem cobrado em inventário florestal e manejo. O item III erra a mão porque inverte o conceito: floresta equiânea não é a de idades diferentes, e sim a de idades semelhantes ou da mesma classe etária. Então, como I e II estão certos e III está errado, o gabarito é a letra D. Como referência doutrinária, esse é o entendimento usual em inventário florestal e manejo de florestas plantadas e naturais, em que a distribuição diamétrica é usada para diagnosticar a estrutura do povoamento.