São consideradas como principais vantagens no preparo periódico do solo, EXCETO:
- A)controle inicial de plantas invasoras.
Certa, porque o preparo inicial do solo ajuda a reduzir plantas invasoras antes do estabelecimento da cultura.
- B)melhora na aeração e na porosidade do solo.
Certa, porque o revolvimento aumenta a aeração e a porosidade na camada trabalhada.
- C)favorece o nivelamento das linhas de plantio.
Certa, porque o preparo também pode contribuir para o nivelamento da superfície e das linhas de plantio.
- D)ocasiona a pulverização dos agregados da superfície do solo.
Errada, porque a pulverização dos agregados da superfície é efeito negativo do preparo frequente, não vantagem.
- E)contribui para o melhor desenvolvimento de raízes.
Certa, porque um solo mais solto e menos compactado favorece o crescimento inicial das raízes.
Gabarito: D
O preparo periódico do solo, também chamado de cultivo ou revolvimento frequente, costuma ser lembrado por efeitos imediatos bem visíveis: ajuda no controle inicial de plantas invasoras, melhora a aeração e aumenta a porosidade, além de facilitar o nivelamento da área para o plantio. Na prática, ele deixa o solo mais “arrumado” para a operação agrícola, o que muitas vezes favorece a emergência e o arranque inicial das culturas. Outro ponto importante é que esse tipo de preparo pode facilitar o desenvolvimento das raízes no começo do ciclo, porque o solo fica menos compactado na camada trabalhada. É por isso que, em várias situações, o produtor percebe um pegamento mais rápido da lavoura logo após o preparo. Mas nem tudo são flores, e o solo não gosta muito de excesso de carinho mecânico. O revolvimento frequente pode destruir a estrutura superficial, rompendo agregados e deixando a camada de cima mais frágil à erosão e à perda de umidade. Então, quando a questão fala em vantagem, você deve desconfiar de qualquer alternativa que descreva a pulverização dos agregados, porque isso é efeito indesejado, não benefício. Por isso o gabarito é a letra D: pulverizar os agregados da superfície do solo é um malefício do preparo periódico, associado à degradação da estrutura e ao aumento da suscetibilidade à erosão. Em termos doutrinários de manejo conservacionista do solo, isso vai na contramão do objetivo de preservar a estrutura e reduzir perdas.