São parte do público-alvo do atendimento educacional especializado os estudantes portadores de
- A)transtorno do espectro autista, deficiência visual, dislexia ou transtorno de déficit de atenção com hiperatividade.
Errada, porque inclui dislexia e TDAH, que não são, em regra, categorias legais do público-alvo do AEE.
- B)deficiência auditiva, deficiência intelectual, transtorno do espectro autista ou deficiência física.
Certa, pois reúne deficiência auditiva, intelectual, física e TEA, que compõem o público-alvo do AEE.
- C)distúrbio de processamento auditivo central, deficiência intelectual, deficiência física ou altas habilidades.
Errada, porque distúrbio de processamento auditivo central e altas habilidades aparecem fora da combinação correta e não formam esse rol como está escrito.
- D)deficiência auditiva, transtorno de déficit de atenção com hiperatividade, deficiência intelectual ou deficiência visual.
Errada, porque TDAH não integra o público-alvo legal do AEE, apesar de poder gerar necessidade de apoio pedagógico.
- E)deficiência física, deficiência visual, transtorno do espectro autista ou dislalia.
Errada, porque dislalia é um transtorno de fala e não integra o público-alvo do AEE.
Gabarito: B
O atendimento educacional especializado, o famoso AEE, existe para complementar ou suplementar a escolarização do aluno que precisa de apoio específico para participar de forma mais autônoma da vida escolar. A base legal mais cobrada é a LDB, no art. 58, e o Decreto 7.611/2011, que indicam como público-alvo os estudantes com deficiência, com transtornos globais do desenvolvimento e com altas habilidades ou superdotação. Na prática, a banca gosta de trocar os rótulos para ver se voce sabe quem entra nessa lista. Aqui, a alternativa B traz exatamente quatro grupos compatíveis com o público do AEE: deficiência auditiva, deficiência intelectual, transtorno do espectro autista e deficiência física. Todos eles são perfis que podem demandar recursos de acessibilidade, estratégias pedagógicas diferenciadas e apoio complementar. O erro mais comum é misturar dificuldades de aprendizagem, transtornos específicos e alterações de fala com o público do AEE. Dislexia, TDAH, distúrbio de processamento auditivo central e dislalia podem exigir atenção pedagógica ou clínica, mas não integram, por si sós, a definição legal clássica do público-alvo do AEE. Em prova, isso costuma derrubar muita gente por excesso de confiança. Então, se a questão pede quem faz parte do público-alvo do atendimento educacional especializado, pense primeiro nos três blocos legais: deficiência, TEA e altas habilidades/superdotação. Como a alternativa B lista apenas categorias que se encaixam nesse núcleo, ela é a correta.