Analista do MPU (Perito em Antropologia), Ministério Público da União (MPU)
O edital de Analista do MPU (Perito em Antropologia) do Ministério Público da União (MPU) (banca FGV) cobra 6 matérias. As de maior peso são Português, Direitos Humanos, Acessibilidade. Veja todas abaixo e treine questões de cada uma, de graça.
Remuneração inicial: A partir de ~R$ 16 mil (vencimento básico mais GAMPU; nível equivalente ao do analista do Judiciário federal)Base: Tabela do Ministério Público da União (Lei 15.373/2026), referência 2026. Confira o edital vigente.
O perito que dá base científica às decisões do Ministério Público sobre terras indígenas, quilombos e comunidades tradicionais.
Diferente das carreiras jurídicas do MPU, aqui o filtro é a formação específica. Só concorre quem tem graduação em antropologia (ou ciências sociais com habilitação em antropologia) ou mestrado/doutorado em antropologia ou antropologia social, todos reconhecidos. A disputa não é contra concurseiros de plantão, e sim contra outros antropólogos de carreira. Sua vantagem competitiva vem menos de decoreba e mais de repertório teórico consolidado (etnologia indígena, comunidades quilombolas, etnicidade, territorialização) somado ao domínio de redação técnica sob pressão de prova.
O que você faz no dia a dia
O perito em antropologia é o especialista que traduz realidade social em prova técnica para o Ministério Público da União. Na prática você:
- Produz laudos, pareceres e relatórios antropológicos que fundamentam a atuação de procuradores em processos administrativos e judiciais.
- Faz trabalho de campo (etnografia, coleta e análise de dados documentais e de campo) sobre terras indígenas, territórios quilombolas e comunidades tradicionais.
- Atua como assistente técnico do MPU, indicando métodos, parâmetros e a fundamentação científica de cada conclusão.
O peso institucional é grande: seu laudo pode sustentar teses sobre identificação de territórios, autoatribuição, direitos constitucionais de comunidades e conflitos fundiários.
Perfil da prova e a banca
O 11º concurso do MPU foi conduzido pela FGV, que costuma cobrar conhecimento específico com profundidade e questões contextualizadas, não apenas literalidade. Para o cargo, a estrutura típica combina:
- Módulo de legislação institucional (poucas questões, mas eliminatórias no conjunto).
- Um bloco robusto de conhecimentos específicos de antropologia (a maior fatia da prova objetiva).
- Prova discursiva dissertativo-argumentativa, de caráter eliminatório e classificatório.
A dificuldade real está na densidade teórica exigida e na necessidade de escrever com precisão conceitual em espaço curto.
Matérias de maior peso e prioridade
O núcleo específico é o que decide sua aprovação. Priorize:
- Etnologia indígena brasileira: teorias do contato interétnico, etnicidade, organização social e parentesco, movimentos e organizações indígenas.
- Comunidades quilombolas: processos de territorialização, critérios de autoatribuição, construção de identidade e direitos constitucionais aplicáveis.
- Teoria e prática do laudo pericial: técnicas de etnografia, trabalho de campo e produção de relatórios administrativos e periciais.
- Comunidades tradicionais, religiões de matriz africana, patrimônio cultural e recortes de classe, raça, etnia e gênero.
Nível e remuneração
É cargo de nível superior com exigência de formação especializada, posicionado na faixa de analista do MPU (patamar mais alto que a de técnico). A remuneração inicial fica em faixa competitiva para carreiras de nível superior do serviço público federal, com jornada de 40 horas semanais. Não trate valores exatos como fixos: reajustes e tabelas mudam entre editais, então confirme sempre no edital vigente.
Etapas do certame
O caminho, no formato recente, envolve:
- Prova objetiva (legislação institucional e conhecimentos específicos), eliminatória e classificatória.
- Prova discursiva (dissertação argumentativa em número limitado de linhas), corrigida apenas para quem passa na objetiva.
- Etapas finais de titulação e comprovação de requisitos (a habilitação específica em antropologia é condição para a posse).
Não há TAF nem investigação social como nas carreiras policiais: o filtro decisivo é técnico e escrito.
Matérias do edital
| # | Matéria | Questões no acervo |
|---|---|---|
| 1 | Português | 113.268 |
| 2 | Direitos Humanos | 3.160 |
| 3 | Acessibilidade | 469 |
| 4 | Administração Pública | 7.482 |
| 5 | Direito Administrativo | 65.476 |
| 6 | Antropologia | 465 |
Acervo de questões por matéria disponível no furafila para treino.
Continue por aqui
- Como passar em Analista do MPU (Perito em Antropologia)
- O que faz o Analista do MPU (Perito em Antropologia)
- Quanto ganha o Analista do MPU (Perito em Antropologia)
- Todos os concursos do Ministério Público da União (MPU)
- Como a banca FGV cobra
- Calcule quanto tempo até a aprovação
- Concursos com inscrições abertas
Perguntas frequentes
Quanto ganha o Analista do MPU (Perito em Antropologia)?
A partir de ~R$ 16 mil, vencimento básico mais GAMPU; nível equivalente ao do analista do Judiciário federal. Valor de referência (2026); confira sempre o edital e a tabela vigente.
Quais matérias caem no concurso Ministério Público da União (MPU) para Analista do MPU (Perito em Antropologia)?
Pelo edital, o cargo de Analista do MPU (Perito em Antropologia) cobra 6 matérias: Português, Direitos Humanos, Acessibilidade, Administração Pública, Direito Administrativo, Antropologia.
Qual a banca do concurso Ministério Público da União (MPU)?
A banca do cargo de Analista do MPU (Perito em Antropologia) é a FGV.
Por onde começar a estudar para Analista do MPU (Perito em Antropologia)?
Comece pelas matérias de maior peso no edital (Português, Direitos Humanos, Acessibilidade) e treine questões de cada uma. No furafila você pratica de graça, com gabarito e microaula em cada questão.
Onde treinar questões para o concurso Ministério Público da União (MPU)?
No furafila, de graça: questões comentadas das matérias do edital, com XP, ranking e batalhas para manter o ritmo.
Preciso ser antropólogo formado para concorrer?
Sim. O cargo exige habilitação específica: graduação em antropologia ou em ciências sociais com habilitação em antropologia, ou mestrado/doutorado em antropologia ou antropologia social, todos devidamente reconhecidos. Sem essa formação você não é elegível, e a comprovação é condição para a posse.
O que mais cai na prova específica?
O peso maior está em etnologia indígena brasileira (contato interétnico, etnicidade, parentesco, movimentos indígenas), comunidades quilombolas (territorialização, autoatribuição, direitos constitucionais) e na teoria e prática do laudo pericial, incluindo técnicas de etnografia e trabalho de campo.
Tem TAF ou investigação social?
Não. Por ser uma carreira pericial de nível superior, o certame se concentra em prova objetiva e discursiva, além da comprovação de titulação e requisitos. Não há teste físico nem investigação social típicos das carreiras policiais.
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