Redes
de Computadores
Classificações por abrangência (PAN, LAN, MAN, WAN, SAN). Topologias física e lógica. Equipamentos: hub, switch, roteador, bridge, gateway, AP. Padrões IEEE 802 (Ethernet 802.3, Wi-Fi 802.11, Bluetooth 802.15). Cabeamento (par trançado, fibra óptica). VLAN, Spanning Tree, QoS, SDN, SD-WAN. Roteamento (RIP, OSPF, BGP). 5G e Bluetooth.
Sumário
Aula técnica e densa, complementa a aula 7 (Internet, TCP/IP, OSI). Aqui o foco é a infraestrutura: como classificamos redes, quais equipamentos operam em cada camada, qual cabo escolher, padrões IEEE 802. Em concursos federais e técnicos, esses conceitos aparecem em tabelas comparativas.
- p. 04Classificações de rede por abrangênciaPAN, LAN, MAN, WAN, GAN, SAN, CAN, VLAN
- p. 08Topologias física e lógicaBarramento, anel, estrela, malha, árvore, híbrida. Broadcast × ponto-a-ponto
- p. 12Equipamentos de redeHub, switch, roteador, bridge, gateway, AP. Camadas OSI de cada
- p. 16Cabeamento e padrões físicosPar trançado (Cat5e a Cat8), fibra óptica (mono × multi), coaxial
- p. 20Padrões IEEE 802802.3 Ethernet, 802.11 Wi-Fi, 802.15 Bluetooth, 802.16 WiMAX
- p. 23VLAN, STP, QoS, SDN, SD-WANSegmentação avançada e tendências
- p. 27Roteamento, 5G, Bluetooth, IoTRIP, OSPF, BGP. 5G standalone. Bluetooth gerações. Zigbee, LoRaWAN
- p. 30Mapa mental, revisão e questões comentadas10 questões fechando a aula
O que você vai aprender
PAN (Personal, alguns metros - Bluetooth), LAN (Local, prédio - Ethernet/Wi-Fi), MAN (Metropolitan, cidade), WAN (Wide, países - Internet), GAN (Global), SAN (Storage Area Network), CAN (Campus). VLAN é segmentação lógica dentro de LAN.
Físicas: barramento (legado), anel, estrela (mais comum hoje), malha (full ou parcial), árvore (hierárquica), híbrida. Lógicas: difusão (broadcast - todos recebem) × ponto-a-ponto.
Hub (camada 1, legado, repete sinal). Switch (camada 2, encaminha por MAC). Bridge (camada 2, conecta segmentos). Roteador (camada 3, IP). Gateway (variável, integra protocolos). AP (camada 1-2). Repetidor (camada 1).
Par trançado UTP: Cat5e (1 Gbps), Cat6/6a (10 Gbps), Cat7 (10 Gbps), Cat8 (40 Gbps). Fibra óptica: monomodo (longa distância), multimodo (curta). Coaxial (legado). Conectores RJ-45, LC, SC, ST.
802.1 visão geral. 802.3 Ethernet. 802.11 a/b/g/n/ac/ax/be Wi-Fi. 802.15.1 Bluetooth, .4 Zigbee. 802.16 WiMAX. 802.1Q VLAN. PoE: 802.3af, at, bt.
VLAN segmenta uma rede física em redes virtuais (802.1Q tagging). STP (802.1D) evita loops. QoS prioriza tráfego (DSCP, 802.1p). Link Aggregation (802.3ad/LACP).
SDN (Software Defined Network): separa controle e dados; controle programável. NFV (Network Functions Virtualization): firewall, LB virtuais. SD-WAN: WAN definida por software, otimiza links.
Roteamento: estático × dinâmico. Protocolos: RIP (distância vetor), OSPF (link state), BGP (entre AS, internet), EIGRP (Cisco). Wi-Fi: bandas 2,4 / 5 / 6 GHz. 5G NSA × SA. Bluetooth Classic × BLE. NFC, Zigbee, LoRaWAN.
Dica do Fuffu
Em prova, três pontos rendem 60%: 1) classificações por abrangência (PAN-LAN-MAN-WAN); 2) equipamentos por camada OSI (hub=1, switch=2, roteador=3); 3) padrões IEEE 802 (802.3 Ethernet, 802.11 Wi-Fi, 802.15 Bluetooth). Decora esses 3 grupos.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 011 Por abrangência geográfica
PAN - Personal Area Network
Rede pessoal, alguns metros. Conecta dispositivos próximos do usuário. Tecnologias: Bluetooth, NFC, USB, Zigbee, IrDA (legado).
Subtipo: WPAN (Wireless PAN), sem fio. Padrões IEEE 802.15.
Exemplos: smartphone-fone Bluetooth, PC-mouse, smartwatch-celular, leitor NFC.
LAN - Local Area Network
Rede local, dentro de um prédio ou andar. Alta velocidade (1-100 Gbps), baixa latência. Padrão dominante: Ethernet (cabeada) e Wi-Fi (sem fio).
Subtipos:
- WLAN (Wireless LAN): Wi-Fi (IEEE 802.11). Pode operar em modo infraestrutura (com AP) ou ad-hoc.
- VLAN (Virtual LAN): segmentação lógica dentro de uma LAN física. Mesmo switch físico pode ter múltiplas VLANs (802.1Q).
- SAN (Storage Area Network): rede dedicada a armazenamento, geralmente Fibre Channel. Conecta servidores a arrays de disco em alta velocidade.
- CAN (Campus Area Network): liga várias LANs de um campus universitário ou parque empresarial.
MAN - Metropolitan Area Network
Rede metropolitana, abrange uma cidade ou região. Provedores de internet usam para distribuir banda larga. Tecnologias: fibra óptica (GPON, EPON), MPLS, micro-ondas, WiMAX (legado).
Exemplos: rede de bibliotecas municipais, rede de campus universitário multi-prédio em mesma cidade, rede metropolitana de operadora.
WAN - Wide Area Network
Rede de longa distância. Conecta cidades, países, continentes. A internet é a maior WAN do planeta. Tecnologias: fibra de longa distância, satélite, links dedicados (MPLS), VPN, SD-WAN.
Latências maiores que LAN, banda variável conforme contrato.
GAN - Global Area Network
Termo menos comum. Cobre o globo. Pode ser sinônimo de internet em alguns autores; em outros, refere a redes de satélites globais (Iridium, Starlink) ou a backbone de operadoras transcontinentais.
Outras siglas (menos comuns)
- BAN (Body Area Network): sensores no corpo (smartwatch, monitor cardíaco).
- HAN (Home Area Network): rede doméstica.
- NAN (Neighborhood Area Network): bairro.
- RAN (Radio Access Network): redes celulares (3G/4G/5G).
- VPN (Virtual Private Network): rede virtual privada (vimos na aula 9).
Comparativo de abrangência
| Tipo | Abrangência | Exemplo |
|---|---|---|
| PAN/WPAN | Metros (1-10m) | Bluetooth, NFC |
| LAN/WLAN | Prédio, andar (até centenas de metros) | Ethernet, Wi-Fi |
| CAN | Campus universitário, parque | Várias LANs de uma instituição |
| MAN | Cidade, região metropolitana | Provedor metropolitano |
| WAN | Países, continentes | Internet, redes corporativas distribuídas |
| GAN | Global | Internet, satélites globais |
| SAN | Data center | Fibre Channel para storage |
Por finalidade ou conexão
- Cliente-servidor: hosts conectam a um servidor central.
- P2P (peer-to-peer): hosts se conectam diretamente entre si.
- Centralizada × distribuída: localização do controle.
- Cabeada × wireless × híbrida.
- Pública × privada.
Bate-papo com o Seu Teoffilo
Em prova federal, decora a tabela: PAN metros (Bluetooth), LAN prédio (Ethernet/Wi-Fi), MAN cidade, WAN países (internet), SAN dedicada a storage. Em prova de TI avançada, banca pede CAN (campus), VLAN (lógica dentro de LAN). Mnemônico: tamanho cresce de PAN para WAN (do menor ao maior).
Prof. Affonsinho explica, Módulo 022 Topologias de rede
Topologia física × lógica
- Topologia física: como os cabos/conexões estão dispostos no espaço.
- Topologia lógica: como os dados fluem (broadcast, ponto-a-ponto), independente do cabeamento.
Exemplo clássico: a rede Ethernet típica é fisicamente estrela (todos conectados a um switch central) mas em hub clássico se comportava como barramento lógico (broadcast).
Barramento (Bus)
Todos os hosts conectados a um cabo único (backbone). Cada host envia ao cabo e todos recebem. Tecnologia: Ethernet 10BASE2/10BASE5 (anos 1980-90). Conector BNC.
Vantagens: simples, barata. Desvantagens: colisões (CSMA/CD), uma quebra no cabo derruba tudo, difícil diagnóstico, escalabilidade limitada. Em desuso.
Anel (Ring)
Hosts conectados em anel fechado. Dados circulam em uma direção (token passing em algumas tecnologias). Tecnologias: Token Ring (IBM, 1985, IEEE 802.5), FDDI (1986, fibra). Praticamente obsoletas.
Vantagens: sem colisões (token), determinístico. Desvantagens: quebra do anel quebra a rede (a menos que tenha duplo anel - FDDI), complexidade.
Estrela (Star)
Cada host conectado a um nó central (hub, switch ou AP). Hoje é a topologia física dominante em LANs.
Vantagens: fácil adicionar/remover host, falha em um host não afeta os outros, fácil diagnóstico. Desvantagens: nó central é ponto único de falha; redundância exige investimento.
Malha (Mesh)
Hosts interconectados, cada um com vários enlaces a outros. Em malha completa (full mesh), cada host conecta a todos. Em malha parcial, conexões seletivas.
Vantagens: alta redundância e tolerância a falhas; múltiplos caminhos. Desvantagens: muito caro (n*(n-1)/2 enlaces para full), complexo. Usado em backbones de internet, redes militares, IoT mesh (Zigbee).
Árvore (Tree / Hierárquica)
Hierarquia de estrelas. Switch raiz → switches secundários → hosts. Comum em campus, redes empresariais grandes. Variantes: spine-leaf em data centers modernos.
Vantagens: escalável, fácil expansão. Desvantagens: nó superior é crítico; loops possíveis sem STP.
Híbrida
Combinação de duas ou mais topologias. Exemplo: data center com spine-leaf (variação de árvore + malha entre spines) + estrela nos racks.
Tabela comparativa
| Topologia | Vantagem | Desvantagem |
|---|---|---|
| Barramento | Simples, barato | Colisões, quebra derruba tudo. Legado. |
| Anel | Sem colisão, determinístico | Quebra derruba (sem redundância). Legado. |
| Estrela | Diagnóstico fácil, falha de host isolada | Nó central crítico |
| Malha | Alta redundância | Cara, complexa |
| Árvore | Escalável, hierárquica | Nó superior crítico |
| Híbrida | Flexibilidade | Complexidade |
Topologias lógicas
- Broadcast (difusão): cada host envia ao meio compartilhado, todos recebem, host destino aceita. Ethernet original (CSMA/CD), Wi-Fi (CSMA/CA).
- Token passing: token circula; só quem tem o token transmite. Token Ring, FDDI.
- Ponto-a-ponto: enlace dedicado entre dois hosts. Ethernet moderno full-duplex em switch.
- Comutação por circuito × pacote: telefonia tradicional × internet.
CSMA/CD vs CSMA/CA
- CSMA/CD (Carrier Sense Multiple Access with Collision Detection): Ethernet half-duplex. Detecta colisão e retransmite. Ainda nas bases teóricas, mas full-duplex moderno em switch praticamente eliminou colisões.
- CSMA/CA (Collision Avoidance): Wi-Fi. Como não consegue detectar colisão durante transmissão (rádio), evita: espera meio livre + tempo aleatório.
Pegadinha da Dotôra Soffya
Em prova, decora a distinção física × lógica: ambiente físico em estrela (cabos para o switch) pode ter lógica de broadcast (em hub) ou ponto-a-ponto (em switch full-duplex). E lembra: CSMA/CD é Ethernet (Detection); CSMA/CA é Wi-Fi (Avoidance). Banca cobra essa letra final.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 033 Equipamentos × camada OSI
Camada 1 (Física)
- Hub: repetidor multiporta. Recebe sinal numa porta e replica em todas. Cria um único domínio de colisão e de broadcast. Não examina endereços. Lentidão crescente com mais hosts. Praticamente extinto desde 2000, substituído pelo switch.
- Repetidor: amplifica sinal para estender distância. Só camada 1.
- Modem: modula/demodula sinais analógicos para digitais e vice-versa. ADSL, cabo, fibra. Tecnicamente camada 1-2.
- Transceiver, hub passivo, conversor de mídia: equipamentos de camada 1.
Camada 2 (Enlace)
- Switch: encaminha quadros baseando-se no endereço MAC de destino. Mantém tabela MAC. Cria um domínio de colisão por porta (mas um único de broadcast por VLAN). Substituiu o hub. Operação em camada 2; switches L3 (multi-layer) operam também em 3.
- Bridge (ponte): conecta dois segmentos de mesma tecnologia, encaminhando por MAC. Antecessor do switch. Hoje praticamente fundido ao switch (que é uma "ponte multiporta").
- Access Point (AP): ponte entre rede sem fio e rede cabeada. Camada 2 (algumas funcionalidades de 1).
- NIC (Network Interface Card): placa de rede do host. Camada 1-2 (físico + MAC).
Camada 3 (Rede)
- Roteador: encaminha pacotes baseando-se no endereço IP. Cada interface do roteador é um domínio de broadcast separado. Conecta redes diferentes, faz NAT, roteamento estático/dinâmico (RIP, OSPF, BGP), aplica ACLs. Pilar da internet.
- Switch L3: switch com capacidade de roteamento. Combina performance de switch (hardware) com função de roteador. Comum em redes corporativas grandes.
Camadas superiores ou variáveis
- Gateway: termo genérico para "ponto de saída". Pode ser camada 3 (roteador padrão) ou camada superior (gateway de aplicação, traduz protocolos). Em residências, "gateway padrão" geralmente é o roteador.
- Firewall: filtra tráfego. Stateless camada 3-4; stateful camada 4; NGFW e WAF camada 7. Vimos na aula 9.
- Load Balancer: distribui tráfego. L4 (por IP/porta) ou L7 (por URL/header).
- Proxy: intermediário em camadas superiores (geralmente 7).
- IDS/IPS: variável, comumente 3-7.
Tabela completa por camada OSI
| Equipamento | Camada OSI | O que faz |
|---|---|---|
| Repetidor | 1 (Física) | Amplifica sinal |
| Hub | 1 (Física) | Repetidor multiporta. Legado. |
| NIC, modem | 1-2 | Interface, modulação |
| Bridge, switch | 2 (Enlace) | Encaminha por MAC |
| Access Point | 1-2 | Ponte sem fio |
| Roteador, switch L3 | 3 (Rede) | Encaminha por IP |
| Firewall stateful | 3-4 | Filtra por IP, porta, estado |
| Load balancer L4 | 4 (Transporte) | Distribui por IP/porta |
| Proxy, WAF, NGFW | 7 (Aplicação) | Inspeciona aplicação |
| Gateway de aplicação | 7 (variável) | Traduz protocolos |
Domínio de colisão × broadcast
- Domínio de colisão: conjunto de hosts onde uma transmissão pode colidir com outra. Hub = 1 domínio único. Switch = 1 por porta.
- Domínio de broadcast: conjunto de hosts que recebem broadcasts (ARP, DHCP). Hub = 1; Switch sem VLAN = 1; Switch com VLAN = 1 por VLAN; Roteador = 1 por interface (não passa broadcast).
Em prova, frequência alta: roteador segmenta domínios de broadcast; switch com VLAN também; hub não segmenta nada.
Cuidado com terminologia
Em uso popular, "modem", "roteador" e "switch" muitas vezes se confundem. Roteadores domésticos (Wi-Fi) costumam combinar várias funções: modem ADSL/cabo + roteador L3 + switch L2 + AP Wi-Fi + firewall + DHCP server. Em prova de TI, distinguir cada papel.
Alerta do Examinador
Decora: hub camada 1; switch camada 2 (MAC); roteador camada 3 (IP). Switch segmenta domínio de colisão (1 por porta), mas mantém um único de broadcast (a menos que haja VLAN). Roteador segmenta ambos. Banca cobra exatamente isso.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 044 Cabeamento estruturado
Par trançado
Cabo com 4 pares de fios trançados em hélice (para reduzir interferência eletromagnética). Padrão dominante em LAN. Conector RJ-45.
Categorias (TIA/EIA-568):
| Categoria | Velocidade máxima | Uso típico |
|---|---|---|
| Cat3 | 10 Mbps | Telefone, Ethernet 10BASE-T (legado) |
| Cat5 | 100 Mbps (Fast Ethernet) | Anos 1990. Substituído. |
| Cat5e (enhanced) | 1 Gbps até 100m | Mínimo recomendado em 2026 |
| Cat6 | 1 Gbps a 100m; 10 Gbps até 55m | Padrão atual em LAN |
| Cat6a | 10 Gbps até 100m | Backbone, servidores, data centers |
| Cat7 | 10 Gbps até 100m, blindado | Ambientes com interferência |
| Cat7a | 10-40 Gbps | Específico |
| Cat8 | 25-40 Gbps até 30m | Data centers |
Variações por blindagem:
- UTP (Unshielded Twisted Pair): sem blindagem. Mais comum.
- STP (Shielded): com blindagem geral.
- FTP, S/FTP, F/UTP, S/STP: variações com blindagens específicas.
Padrões Ethernet sobre par trançado
- 10BASE-T: 10 Mbps, Cat3+.
- 100BASE-TX (Fast Ethernet): 100 Mbps, Cat5+.
- 1000BASE-T (Gigabit Ethernet): 1 Gbps, Cat5e+.
- 2.5GBASE-T: 2,5 Gbps, Cat5e+.
- 5GBASE-T: 5 Gbps, Cat5e+.
- 10GBASE-T: 10 Gbps, Cat6a+.
- 40GBASE-T: 40 Gbps, Cat8.
Distância padrão: 100 metros entre dois pontos ativos. Para distâncias maiores, usa-se fibra ou repetidor (cuidado com domínio de colisão).
Pinagem T568A × T568B
Duas convenções de ordem dos fios no conector RJ-45 (TIA/EIA-568). T568B é a mais comum nos EUA e Brasil. Cabo direto: ambas as pontas iguais (conecta host a switch). Cabo cruzado (crossover): uma ponta T568A, outra T568B (conecta host a host ou switch a switch antigo). Equipamentos modernos têm Auto-MDI/MDIX, dispensando cabo cruzado.
Fibra óptica
Transmite luz em vez de eletricidade. Vantagens: imune a interferência, longa distância, alta velocidade, segura (difícil grampear). Desvantagens: mais cara, frágil, exige cuidado na instalação.
Tipos:
- Multimodo (MMF): núcleo maior (50/62,5 µm). Múltiplos modos de luz. Curtas distâncias (até 2 km com OM3, 100 m a 10 Gbps). Cores típicas do cabo: laranja (OM1/OM2), aqua (OM3/OM4), violeta (OM5).
- Monomodo (SMF): núcleo pequeno (8-10 µm). Um único modo. Longas distâncias (dezenas de km, até 80 km em links operadora). Cor amarela.
Conectores: LC (mais comum hoje, pequeno), SC (push-pull, square), ST (bayonet, legado), FC (rosqueável), MTP/MPO (multifibra para 40/100 Gbps).
Padrões Ethernet sobre fibra: 100BASE-FX, 1000BASE-SX/LX, 10GBASE-SR/LR, 40GBASE/100GBASE/400GBASE.
Coaxial
Cabo central + isolante + malha + capa. Tecnologia mais antiga. Hoje usado em TV a cabo (DOCSIS) e algumas instalações industriais. Em rede de computadores, praticamente extinto. Padrões legados: 10BASE2 (Thinnet), 10BASE5 (Thicknet).
PoE - Power over Ethernet
Permite alimentar dispositivos pelo mesmo cabo Ethernet. Padrões IEEE:
- 802.3af (PoE, 2003): até 15,4 W.
- 802.3at (PoE+, 2009): até 25,5 W.
- 802.3bt (PoE++, 2018): até 60 W (Type 3) ou 90 W (Type 4).
Útil para APs Wi-Fi, câmeras IP, telefones IP, painéis de acesso.
Cabeamento estruturado: normas
Normas de cabeamento estruturado:
- ANSI/TIA-568: padrão americano para cabeamento comercial.
- ISO/IEC 11801: equivalente internacional.
- ABNT NBR 14565: padrão brasileiro de cabeamento estruturado.
Definem subsistemas: cabeamento horizontal, backbone, área de trabalho, sala de telecomunicações, sala de equipamentos, entrada de instalações.
Dica do Raffinha
Em prova, decora: Cat5e mínimo (1 Gbps), Cat6/6a hoje (10 Gbps), Cat8 data center (40 Gbps). Distância 100 m par trançado. Fibra multimodo curta, monomodo longa. Conectores: RJ-45 par trançado; LC e SC fibra. PoE: af → at → bt (15W → 25W → 90W).
Prof. Affonsinho explica, Módulo 055 A família IEEE 802
O que é IEEE 802
O IEEE 802 é o conjunto de padrões para LAN e MAN, mantido pelo IEEE 802 LAN/MAN Standards Committee (LMSC). Cada subgrupo cuida de uma tecnologia específica.
Tabela dos principais 802
| Padrão | Tecnologia |
|---|---|
| 802.1 | Visão geral, arquitetura, gestão (incluindo 802.1Q VLAN, 802.1D STP, 802.1X autenticação porta) |
| 802.2 | LLC (Logical Link Control). Hoje pouco usado. |
| 802.3 | Ethernet. Padrão dominante em LAN cabeada. |
| 802.4 | Token Bus (legado, descontinuado). |
| 802.5 | Token Ring (IBM, legado). |
| 802.6 | MAN (DQDB, legado). |
| 802.11 | Wi-Fi. Padrão sem fio. |
| 802.15.1 | Bluetooth. |
| 802.15.4 | Zigbee, Thread (IoT). |
| 802.16 | WiMAX (legado em desuso). |
| 802.17 | RPR - Resilient Packet Ring. |
| 802.20 | Mobile Broadband (descontinuado). |
| 802.21 | Handover entre redes. |
| 802.22 | Cognitive radio. |
802.3 - Ethernet em detalhe
Padrões mais usados:
- 10BASE-T (1990): 10 Mbps, par trançado, 100m.
- 100BASE-TX (Fast Ethernet, 1995).
- 1000BASE-T (Gigabit Ethernet, 1999).
- 2.5/5GBASE-T (2016): velocidade intermediária em Cat5e/Cat6.
- 10GBASE-T (2006): exige Cat6a.
- 25/40/100/200/400GBASE: data centers, geralmente sobre fibra.
- 800GbE (2024) e 1.6 TbE em desenvolvimento: backbone de hyperscalers.
802.11 - Wi-Fi (recap da aula 7)
| Padrão | Wi-Fi nº | Banda |
|---|---|---|
| 802.11a | Wi-Fi 1 (retroativo) | 5 GHz |
| 802.11b | Wi-Fi 2 (retroativo) | 2,4 GHz |
| 802.11g | Wi-Fi 3 (retroativo) | 2,4 GHz |
| 802.11n | Wi-Fi 4 (2009) | 2,4 e 5 GHz |
| 802.11ac | Wi-Fi 5 (2013) | 5 GHz |
| 802.11ax | Wi-Fi 6 (2019), Wi-Fi 6E | 2,4, 5, 6 GHz |
| 802.11be | Wi-Fi 7 (2024) | 2,4, 5, 6 GHz |
802.15 - Wireless PAN
- 802.15.1 - Bluetooth: PAN sem fio. Distância 1-100 m. Versões: 1.x (1999, mais lento), 2.x (EDR), 3.x (HS), 4.x (BLE - Bluetooth Low Energy, 2010), 5.x (2016, Bluetooth 5: maior alcance, melhor para IoT), 5.4 (2023). Bluetooth 6.0 anunciado em 2024.
- 802.15.4 - Zigbee, Thread: redes mesh de baixa potência para IoT. Smart home (lâmpadas, sensores, fechaduras). Concorre com Z-Wave (não-IEEE). Matter (2022) é padrão multi-fabricante que roda sobre Wi-Fi, Thread, Ethernet.
- 802.15.6 - WBAN: Body Area Network.
Comparativo Bluetooth × Wi-Fi × Zigbee
| Tecnologia | Alcance | Velocidade | Uso |
|---|---|---|---|
| Bluetooth Classic | ~10 m (Class 2); até 100 m (Class 1) | 1-3 Mbps | Áudio, periférico |
| BLE (Low Energy) | ~50 m | ~1 Mbps | Wearables, IoT, beacons |
| Bluetooth 5+ | ~240 m teórico | 2 Mbps | Áudio, IoT estendido |
| Wi-Fi 6/7 | ~50-100 m indoor | Gbps | LAN sem fio |
| Zigbee | ~10-100 m, mesh estende | 250 kbps | IoT mesh, smart home |
| NFC | ~4 cm | ~424 kbps | Pagamento, autenticação |
| LoRaWAN | 10-15 km rural | ~50 kbps | IoT longa distância, agricultura |
802.1Q - VLAN tagging
O 802.1Q define o formato de quadro Ethernet com tag VLAN (4 bytes adicionais). Permite múltiplas VLANs em um mesmo enlace físico. Subdivisões:
- VLAN ID: 12 bits (1-4094 utilizáveis).
- PCP (Priority Code Point): 3 bits, para QoS (802.1p).
- DEI: 1 bit, drop eligible.
- TPID: 16 bits, 0x8100 padrão.
Um trunk (enlace que carrega múltiplas VLANs taggeadas) é necessário entre switches. Access port pertence a uma única VLAN, sem tag para o host.
802.1D / 802.1w - Spanning Tree
O STP (Spanning Tree Protocol, 802.1D) evita loops em redes com redundância. Elege root bridge, calcula caminho menor custo, bloqueia portas redundantes. Convergência lenta (50s). RSTP (Rapid STP, 802.1w): convergência em segundos. MSTP (Multiple STP): múltiplos spanning trees por VLAN.
802.1X - autenticação de porta
O 802.1X autentica dispositivos antes de conceder acesso à rede. Usa EAP (Extensible Authentication Protocol) com servidor RADIUS. Comum em Wi-Fi corporativo (WPA2/3 Enterprise) e em portas físicas com NAC.
802.3ad / LACP - Link Aggregation
Combina múltiplos enlaces físicos em um único enlace lógico (etherchannel). Aumenta banda e dá redundância.
Bate-papo com o Seu Teoffilo
Em prova de TI, decora: 802.3 Ethernet, 802.11 Wi-Fi, 802.15.1 Bluetooth, 802.15.4 Zigbee, 802.16 WiMAX (legado), 802.1Q VLAN, 802.1D STP, 802.1X autenticação, 802.3ad LACP, 802.3af/at/bt PoE. Esses 10 padrões resolvem grande parte das questões.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 066 Conceitos avançados
VLAN - Virtual LAN
A VLAN divide uma rede física em múltiplas redes lógicas, separando broadcast e isolando tráfego. Usos:
- Separar departamentos (TI, RH, Financeiro).
- Separar voz (VoIP) e dados.
- Separar guest Wi-Fi do corporativo.
- Atender requisitos de compliance.
- Reduzir broadcast e melhorar segurança.
Para um host de uma VLAN se comunicar com outra, é necessário roteamento entre VLANs (switch L3 ou roteador), com ACLs para controle.
VLAN tagging (802.1Q)
Cada quadro recebe uma tag de 4 bytes contendo o VLAN ID. Conceitos:
- Native VLAN: VLAN sem tag em uma trunk port (default).
- Voice VLAN: especial para tráfego VoIP.
- Q-in-Q (802.1ad): tag dentro de tag, para provedores oferecerem múltiplas VLANs a clientes.
STP em detalhe (Spanning Tree)
O STP previne loops em topologia com redundância. Funcionamento simplificado:
- Switches trocam BPDUs (Bridge Protocol Data Units).
- Eleição da root bridge: switch com menor Bridge ID (priority + MAC).
- Cada switch calcula a porta de menor custo até a root (root port).
- Em cada segmento, elege a porta designada (que encaminha).
- Outras portas redundantes ficam em blocking (lógica desabilitada).
- Em caso de falha, recalcula e desbloqueia portas alternativas.
Variantes:
- STP (802.1D, 1990): convergência ~50s.
- RSTP (802.1w, 2001): convergência em segundos.
- MSTP (802.1s): múltiplos spanning trees, um por instância (grupo de VLANs).
- PVST/PVST+/Rapid PVST+: proprietárias da Cisco, um STP por VLAN.
QoS - Quality of Service
Prioriza tráfego conforme tipo. Importante para VoIP e vídeo (latência baixa) versus download de arquivo (latência tolerável).
Mecanismos:
- DSCP (Differentiated Services Code Point): 6 bits no cabeçalho IP. Classes EF (voz), AF (dados sensíveis), BE (best effort).
- 802.1p: 3 bits no header VLAN, prioridade L2.
- Policing: limita banda; descarta excesso.
- Shaping: limita banda; armazena excesso.
- WRED: descarte aleatório quando fila enche.
- Queuing: filas separadas (FIFO, PQ, WFQ, CBWFQ).
Outras tecnologias importantes
- NAC (Network Access Control): controla quem entra na rede (802.1X + RADIUS).
- RADIUS, TACACS+, Diameter: protocolos AAA.
- VXLAN: VLAN estendida, usa UDP. Para data centers e cloud (24 bits VNI = 16M VLANs).
- MPLS: comutação por rótulo, usado em backbone de operadora.
- Multicast: tráfego para um grupo seletivo (IGMP, PIM). Usado em IPTV, vídeo.
SDN - Software Defined Networking
Separa o plano de controle (decisão de roteamento) do plano de dados (encaminhamento). Controle centralizado em um controller que programa os switches via API (OpenFlow, NETCONF, gRPC). Surgiu por volta de 2008-2011 (OpenFlow, Stanford). Implementações:
- OpenFlow: protocolo pioneiro.
- OpenDaylight, ONOS: controllers open source.
- Cisco ACI, VMware NSX: comerciais.
- Cloud-managed: Cisco Meraki, Aruba Central, Juniper Mist (gestão pela nuvem).
NFV - Network Functions Virtualization
Substitui appliances físicos (firewall, LB, IPS, gateway) por funções virtualizadas em servidores commodity. Originado pela ETSI em 2012. Acelera deployment e reduz CAPEX.
SD-WAN - Software Defined WAN
Aplica conceitos de SDN ao WAN. Características:
- Múltiplos links: MPLS, internet banda larga, 4G/5G.
- Roteamento inteligente conforme aplicação (voz pelo MPLS, navegação pela banda larga).
- Visibilidade centralizada.
- Economia em links MPLS caros.
- Integração com cloud e SASE.
Vendors: Cisco Viptela, VMware Velocloud, Fortinet, Versa, Silver Peak (HPE).
SASE e SSE
- SASE (Secure Access Service Edge, Gartner 2019): converge SD-WAN + segurança em nuvem (SWG, CASB, ZTNA, FWaaS).
- SSE (Security Service Edge): só a parte de segurança do SASE.
Em 2026, é o caminho preferencial para empresas que migram para cloud e remote work.
IPv6 (recap)
Já vimos na aula 7: 128 bits, hexadecimal em 8 grupos, abolition de NAT (cada device tem IP público), suporte nativo a IPsec, SLAAC para autoconfiguração. Em 2026, adoção em torno de 45-50% globalmente, com Brasil entre os top de adoção.
Pegadinha da Dotôra Soffya
Em prova, decora: VLAN separa broadcast logicamente; STP previne loops em topologia redundante (root bridge eleita por menor BID); QoS prioriza tráfego (DSCP em IP, 802.1p em VLAN); SDN separa controle de dados; SD-WAN aplica SDN ao WAN. Esses 5 conceitos cobrem prova de TI.
Prof. Affonsinho explica, Módulo 077 Roteamento e wireless avançado
Roteamento estático × dinâmico
- Estático: rotas configuradas manualmente. Simples, sem overhead, mas não se adapta a mudanças. Bom para redes pequenas e estáveis.
- Dinâmico: protocolos trocam informações e atualizam rotas. Adaptativo, escalável, complexo.
Protocolos de roteamento dinâmico
Classificações:
- IGP (Interior Gateway Protocol): dentro de um sistema autônomo (AS).
- EGP (Exterior Gateway Protocol): entre AS.
- Distance Vector: cada roteador anuncia o que conhece para vizinhos.
- Link State: cada roteador inunda informações de seus links para todos.
- Path Vector: variação de distance vector com path AS-PATH.
| Protocolo | Tipo | Uso |
|---|---|---|
| RIP / RIPv2 | IGP, distance vector | Pequenas redes (legado, métrica = hop count, máximo 15) |
| OSPF | IGP, link state | Médias e grandes redes corporativas (RFC 2328) |
| IS-IS | IGP, link state | Backbone de operadoras |
| EIGRP | IGP, hybrid | Cisco proprietário (depois aberto) |
| BGP | EGP, path vector | Internet (entre AS). RFC 4271 |
Em prova: BGP é o protocolo da internet (entre operadoras/AS). OSPF é o IGP corporativo padrão. RIP é legado.
Switching modes
Como o switch decide encaminhar:
- Store-and-forward: armazena quadro inteiro, verifica CRC, depois encaminha. Mais seguro (descarta corrompido); maior latência.
- Cut-through: encaminha assim que lê o destino. Menor latência; encaminha quadros corrompidos.
- Fragment-free: lê os primeiros 64 bytes (mínimo Ethernet) antes de encaminhar. Equilíbrio entre latência e validação.
5G em detalhe
O 5G (5ª geração de telefonia móvel) começou a ser implantado comercialmente em 2018-2019. No Brasil, leilão em 2021 e ativação em 2022-2023. Características:
- Velocidade até 10 Gbps teórico.
- Latência 1 ms em condições ideais (vs 30-50 ms no 4G).
- Densidade: 1 milhão de devices/km².
- Bandas: baixa (sub-1 GHz, alcance), média (sub-6 GHz, equilíbrio - n78 no Brasil), alta/mmWave (24-40 GHz, velocidade alta, alcance curto).
Modos:
- NSA (Non-Standalone): 5G usa core 4G LTE como suporte. Implantação inicial.
- SA (Standalone): 5G com core próprio (5GC). Permite recursos plenos: network slicing, latência baixa real.
Casos de uso: smartphone rápido, IoT massivo, smart city, indústria 4.0, V2X (veículos), telemedicina, AR/VR. Network slicing: criar redes virtuais isoladas com SLA específico.
Bluetooth gerações
- 1.x (1999): 1 Mbps. Pareamento básico.
- 2.x (2004): EDR (Enhanced Data Rate), 3 Mbps.
- 3.x (2009): HS (High Speed), 24 Mbps via Wi-Fi.
- 4.0 / 4.1 / 4.2 (2010-2014): introduz BLE (Bluetooth Low Energy), revolucionário para wearables e IoT.
- 5.0 (2016): 4x alcance, 2x velocidade BLE.
- 5.1 (2019): direction finding (AoA, AoD).
- 5.2 (2020): LE Audio, LE Isochronous Channels.
- 5.3 (2021).
- 5.4 (2023).
- 6.0 (anunciado 2024): channel sounding, melhor proximidade.
BLE é base de Apple AirDrop, Find My, Google Nearby, beacons (Eddystone, iBeacon), saúde wearable.
NFC, Zigbee, Z-Wave, Thread, Matter
- NFC (Near Field Communication): 4 cm, 13,56 MHz, 424 kbps. Pagamento contactless (Apple Pay, Google Pay, cartão), ingressos, autenticação rápida.
- Zigbee (802.15.4): mesh, baixa potência, IoT smart home.
- Z-Wave: similar a Zigbee, frequência diferente, proprietário.
- Thread (802.15.4): IPv6 nativo, base do Matter.
- Matter (2022): padrão multi-fabricante (Apple, Google, Amazon, Samsung) sobre Wi-Fi e Thread. Quer unificar smart home.
LPWAN - Low Power Wide Area Network
Para IoT de longa distância e baixa potência (sensores agrícolas, medidores remotos):
- LoRa / LoRaWAN: 868/915 MHz, alcance até 15 km rural. Open source.
- Sigfox: francês, espectro ultra estreito.
- NB-IoT, LTE-M: padrões celulares (3GPP) para IoT, integrados a operadoras.
Tendências (2024-2026)
- Wi-Fi 7 (802.11be): padronizado em 2024.
- 5G SA: expansão.
- 6G: pesquisa, comercial estimado para 2030.
- Wi-Fi 6E na banda 6 GHz: regulamentação no Brasil em 2021.
- Open RAN: desagregação de hardware/software de rádio celular.
- Private 5G: redes 5G corporativas dedicadas.
- SASE/SSE: convergência rede + segurança.
Coach Jeff manda a real
Em prova, decora os roteamentos: RIP distance vector legado; OSPF link state IGP corporativo; BGP path vector EGP da internet. E o switching: store-and-forward (CRC valida) × cut-through (rápido, sem CRC). 5G: NSA usa core 4G; SA tem core próprio. Bluetooth 4.0 trouxe BLE (essencial para IoT/wearables).
! Encontro com o vilão
O Doutrinador é o vilão desta aula. Sustenta tese minoritária e acha que prova deveria cobrar isso. Em informática, ele jura que hub é camada 2 (errado, é 1), que switch é camada 3 (errado, é 2), que VLAN é tecnologia legada (errado, é amplamente usada), que BGP roda dentro de uma empresa (errado, é entre AS na internet). Ele cobra detalhes minúsculos: a versão exata do RFC, o número exato da norma, a velocidade de cada categoria de cabo.
O vilão da aula: Doutrinador
Ele troca hub × switch × roteador (camada 1, 2, 3), confunde topologia física × lógica, mistura RIP × OSPF × BGP, IGP × EGP, STP × VLAN. Atenção redobrada nas questões.
Como derrotar o Doutrinador:
- Memorize: hub = 1, switch = 2, roteador = 3.
- Memorize: roteador segmenta domínio de broadcast; switch só de colisão (a menos que tenha VLAN).
- Memorize: RIP distance vector (hop, máximo 15); OSPF link state IGP corporativo; BGP path vector EGP da internet.
- Memorize: Cat5e (1G), Cat6/6a (10G), Cat8 (40G).
- Memorize: 802.3 Ethernet, 802.11 Wi-Fi, 802.15.1 Bluetooth, 802.15.4 Zigbee, 802.1Q VLAN, 802.1D STP, 802.1X 802.1X.
- Memorize: VLAN separa broadcast logicamente; STP previne loops; QoS prioriza tráfego.
◆ Mapa mental
Abrangência
- PAN: metros (Bluetooth)
- LAN: prédio (Ethernet/Wi-Fi)
- MAN: cidade
- WAN: país (internet)
- SAN: storage
Topologias físicas
- Barramento (legado)
- Anel (legado)
- Estrela (atual)
- Malha (redundância)
- Árvore, híbrida
Equipamentos
- Hub: camada 1 (legado)
- Switch: camada 2 (MAC)
- Roteador: camada 3 (IP)
- Bridge, AP, NIC, Modem
- Firewall: 3-7
Cabeamento
- Par trançado: Cat5e/6/6a/8
- Distância 100m
- Fibra: mono (longa) × multi (curta)
- Conectores: RJ-45, LC, SC, MTP
- PoE: af/at/bt
IEEE 802
- 802.3 Ethernet
- 802.11 Wi-Fi
- 802.15.1 Bluetooth
- 802.15.4 Zigbee
- 802.1Q VLAN, 802.1D STP, 802.1X
Avançado
- VLAN: separa broadcast lógico
- STP: previne loops
- QoS: DSCP, 802.1p
- LACP (802.3ad)
- Domínio colisão × broadcast
Roteamento
- Estático × Dinâmico
- RIP: distance vector legado
- OSPF: link state IGP
- BGP: path vector EGP (internet)
- EIGRP (Cisco), IS-IS
SDN/SD-WAN
- SDN: separa controle/dados
- OpenFlow, NFV
- SD-WAN: WAN inteligente
- SASE: SD-WAN + segurança
Wireless e IoT
- Wi-Fi 6/6E/7 (ax, be)
- 5G NSA × SA
- Bluetooth Classic + BLE 4+
- Zigbee, Thread, Matter
- NFC, LoRaWAN
↻ Revisão relâmpago
5 minutos antes da prova, leia só isto.
- PAN (metros, Bluetooth/NFC) - LAN (prédio, Ethernet/Wi-Fi) - MAN (cidade) - WAN (país, internet) - SAN (storage).
- VLAN: segmentação lógica dentro de LAN. CAN: campus.
- Topologias físicas: barramento (legado), anel (legado), estrela (atual), malha (redundância), árvore (hierárquica), híbrida.
- Topologia lógica: broadcast (CSMA/CD Ethernet, CSMA/CA Wi-Fi) × ponto-a-ponto.
- Hub: camada 1, repete sinal. Legado.
- Switch: camada 2, encaminha por MAC. 1 domínio de colisão por porta; 1 de broadcast por VLAN.
- Roteador: camada 3, encaminha por IP. Segmenta broadcast (1 por interface).
- Bridge: camada 2, predecessor do switch.
- AP: ponte sem fio (1-2). Gateway: variável. NIC, modem, repetidor: 1-2.
- Cabeamento: Cat5e (1G), Cat6/6a (10G), Cat7, Cat8 (40G). Distância 100m. Conector RJ-45.
- Fibra: monomodo (longa, amarela) × multimodo (curta, aqua/laranja). Conectores LC, SC, MTP/MPO.
- Coaxial: legado em rede; ativo em TV cabo.
- PoE: 802.3af (15W), 802.3at (25W), 802.3bt (90W).
- IEEE 802.3: Ethernet. 802.11: Wi-Fi (a/b/g/n/ac/ax/be).
- 802.15.1: Bluetooth. 802.15.4: Zigbee. 802.16: WiMAX (legado).
- 802.1Q: VLAN tagging. 802.1D: STP. 802.1X: autenticação. 802.3ad: LACP.
- VLAN: separa broadcast logicamente. Trunk (com tag) vs access (sem tag).
- STP: previne loops em redundância. RSTP rápido. MSTP múltiplos.
- QoS: prioriza tráfego. DSCP em IP, 802.1p em VLAN.
- Roteamento estático × dinâmico. RIP distance vector legado; OSPF link state IGP; BGP path vector EGP da internet.
- Switching: store-and-forward (valida CRC) × cut-through (rápido) × fragment-free (64 bytes).
- SDN: separa controle de dados. OpenFlow. NFV: virtualiza funções de rede. SD-WAN: WAN inteligente.
- SASE: SD-WAN + segurança em nuvem (SWG, CASB, ZTNA, FWaaS).
- 5G: NSA (com core 4G) × SA (core próprio). Bandas baixa, média (n78 BR), mmWave. Network slicing.
- Bluetooth 4.0 trouxe BLE. NFC 4 cm. Zigbee/Thread mesh IoT. Matter (2022) padrão multi-fabricante. LoRaWAN longa distância IoT.
? 10 questões comentadas
Foco em classificações por abrangência, equipamentos × camada OSI, cabeamento, padrões IEEE 802, VLAN/STP/QoS, SDN/SD-WAN, roteamento, Wi-Fi/5G/Bluetooth.
Dica do Fuffu
Decora os 3 trios: 1) PAN-LAN-MAN-WAN (abrangência); 2) hub-switch-roteador (camada 1-2-3); 3) RIP-OSPF-BGP (distance vector / link state / path vector). Esses 3 grupos resolvem boa parte das questões.
Questão 01 · Comentada
Enunciado. Sobre a classificação de redes por abrangência geográfica:
- A) PAN é maior que LAN, que é maior que MAN.
- B) WAN é uma rede pessoal de poucos metros.
- C) Em ordem crescente de abrangência: PAN (Personal Area Network, alguns metros, ex: Bluetooth) → LAN (Local Area Network, prédio/andar, ex: Ethernet/Wi-Fi) → MAN (Metropolitan Area Network, cidade) → WAN (Wide Area Network, países; a internet é a maior). SAN (Storage Area Network) é dedicada a armazenamento; CAN é campus; VLAN é segmentação lógica dentro de LAN.
- D) MAN é uma rede pessoal.
- E) LAN cobre países inteiros.
Gabarito: C
Prof. Affonsinho comenta
Cobra a hierarquia de abrangência.
- A errada: inversão: PAN é menor; WAN é a maior. Ordem: PAN → LAN → MAN → WAN.
- B errada: WAN é longa distância (países). Pessoal é PAN.
- C CORRETA classificação clássica: exato. Hierarquia + exemplos + tipos especiais (SAN, CAN, VLAN).
- D errada: MAN é metropolitana (cidade). Pessoal é PAN.
- E errada: LAN cobre prédio/andar. País é WAN.
Tese central: Ordem crescente: PAN (m) → LAN (prédio) → MAN (cidade) → WAN (país). SAN: storage. VLAN: lógica dentro de LAN.
Questão 02 · Comentada
Enunciado. Em qual camada do modelo OSI operam, respectivamente, hub, switch e roteador?
- A) Camadas 2, 3 e 4.
- B) Camadas 1, 2 e 3 (Física, Enlace e Rede).
- C) Todos operam na camada 7.
- D) Camadas 3, 2 e 1.
- E) Hub e switch operam na camada 3; roteador na camada 2.
Gabarito: B
Prof. Affonsinho comenta
Cobra equipamentos × camada OSI.
- A errada: começa em camada 1, não 2. Hub é camada 1 (Física).
- B CORRETA modelo OSI clássico: exato. Hub camada 1 (Física, repete sinal); switch camada 2 (Enlace, MAC); roteador camada 3 (Rede, IP).
- C errada: camada 7 é Aplicação (HTTP, SMTP); são proxies/aplicação, não hardware básico.
- D errada: inversão: hub camada 1 (não 3); roteador camada 3 (não 1).
- E errada: inversão: hub e switch são L1 e L2; roteador é L3.
Tese central: Hub camada 1 (Física); switch camada 2 (Enlace/MAC); roteador camada 3 (Rede/IP).
Questão 03 · Comentada
Enunciado. Sobre domínios de colisão e broadcast:
- A) Hub e switch são funcionalmente idênticos quanto a domínios.
- B) Hub cria um único domínio de colisão e um único de broadcast (todas as portas no mesmo). O switch cria um domínio de colisão por porta (separa colisão), mas mantém um único domínio de broadcast (a menos que use VLAN, que segmenta logicamente). O roteador segmenta tanto colisão quanto broadcast (cada interface é um domínio de broadcast separado, pois roteador NÃO encaminha broadcasts entre interfaces, em regra).
- C) Roteador une todos em um único domínio de broadcast.
- D) Switch sem VLAN segmenta domínios de broadcast.
- E) Hub cria múltiplos domínios de broadcast por porta.
Gabarito: B
Prof. Affonsinho comenta
Cobra segmentação de domínios.
- A errada: diferentes: hub não separa nada; switch separa colisão por porta.
- B CORRETA redes clássicas: exato. Hierarquia clara: hub (não separa), switch (separa colisão), roteador (separa ambos).
- C errada: inversão: roteador segmenta broadcast (cada interface é um domínio diferente). Justamente o oposto.
- D errada: switch sem VLAN NÃO segmenta broadcast: 1 único domínio. Quem segmenta é VLAN ou roteador.
- E errada: hub não segmenta nada; cria domínio único de colisão e de broadcast.
Tese central: Hub: 1 colisão + 1 broadcast. Switch: 1 colisão por porta + 1 broadcast (ou por VLAN). Roteador: separa ambos.
Questão 04 · Comentada
Enunciado. Sobre cabos de par trançado:
- A) Cat5e suporta apenas 100 Mbps.
- B) Cat6a suporta 10 Gbps até 100 metros.
- C) Distância máxima em par trançado é de 1 km.
- D) Os cabos de par trançado seguem categorias TIA/EIA-568: Cat5e (1 Gbps até 100m, mínimo recomendado em 2026), Cat6 (1 Gbps a 100m e 10 Gbps até 55m), Cat6a (10 Gbps até 100m), Cat7 (10 Gbps blindado), Cat8 (25-40 Gbps até 30m, data centers). Conector padrão é o RJ-45. Distância clássica entre dois pontos ativos: 100 metros.
- E) RJ-45 não é usado em par trançado.
Gabarito: D
Prof. Affonsinho comenta
Cobra categorias de par trançado.
- A errada: Cat5e suporta 1 Gbps até 100m. 100 Mbps é Cat5 (sem o e).
- B errada: está parcialmente certa, mas a alternativa D é mais completa e correta. Em uma seleção, D é a que cobre o panorama completo.
- C errada: distância em par trançado é 100 metros; quem chega a quilômetros é fibra óptica (especialmente monomodo).
- D CORRETA TIA/EIA-568: exato. Categorias + velocidades + distância padrão.
- E errada: RJ-45 é o padrão em par trançado para Ethernet.
Tese central: Cat5e (1G) - Cat6/6a (10G) - Cat8 (40G). Distância 100m. Conector RJ-45.
Questão 05 · Comentada
Enunciado. Qual padrão IEEE define o protocolo Wi-Fi?
- A) IEEE 802.3
- B) IEEE 802.5
- C) IEEE 802.11
- D) IEEE 802.15
- E) IEEE 802.16
Gabarito: C
Prof. Affonsinho comenta
Cobra padrão IEEE.
- A errada: 802.3 = Ethernet (LAN cabeada).
- B errada: 802.5 = Token Ring (legado).
- C CORRETA IEEE LMSC: exato. 802.11 = Wi-Fi. Variantes a/b/g/n/ac/ax/be.
- D errada: 802.15 = WPAN (.1 Bluetooth, .4 Zigbee).
- E errada: 802.16 = WiMAX (legado, em desuso).
Tese central: 802.3 Ethernet; 802.11 Wi-Fi; 802.15.1 Bluetooth; 802.15.4 Zigbee; 802.16 WiMAX.
Questão 06 · Comentada
Enunciado. Sobre VLAN (Virtual LAN):
- A) VLAN exige cabeamento físico separado para cada VLAN.
- B) VLAN é uma tecnologia legada não usada em 2026.
- C) VLANs com IDs diferentes podem se comunicar diretamente sem roteamento.
- D) VLAN só funciona em hub.
- E) A VLAN (Virtual LAN, padrão IEEE 802.1Q) divide uma rede física em múltiplas redes lógicas, segmentando broadcast e isolando tráfego sem precisar de cabeamento separado. Identificada por VLAN ID (12 bits, 1-4094) anexado ao quadro Ethernet em uma trunk port. Para hosts de VLANs diferentes se comunicarem, é necessário roteamento (switch L3 ou roteador), com possível controle por ACL.
Gabarito: E
Prof. Affonsinho comenta
Cobra VLAN.
- A errada: VLAN NÃO exige cabeamento separado: é segmentação lógica usando tag em quadro Ethernet (802.1Q).
- B errada: VLAN é amplamente usada em 2026 em redes corporativas, segmentando voz, dados, guest, departamentos.
- C errada: VLANs diferentes NÃO se comunicam diretamente: precisa roteamento entre VLANs (switch L3 ou roteador).
- D errada: VLAN funciona em switch gerenciado (L2+); hub não suporta VLAN (apenas repete sinal).
- E CORRETA IEEE 802.1Q: exato. Função + padrão + identificação + necessidade de roteamento.
Tese central: VLAN (802.1Q): segmentação lógica de LAN física. Tag de VLAN ID (12 bits). Comunicação entre VLANs: switch L3 ou roteador.
Questão 07 · Comentada
Enunciado. Sobre os protocolos de roteamento dinâmico:
- A) RIP, OSPF e BGP são todos protocolos de roteamento internos (IGP).
- B) BGP é usado dentro de uma única empresa.
- C) OSPF é distance vector.
- D) RIP (Routing Information Protocol) é IGP do tipo distance vector, usa hop count como métrica e é limitado a 15 hops; OSPF (Open Shortest Path First, RFC 2328) é IGP do tipo link state, padrão em redes corporativas médias e grandes; BGP (Border Gateway Protocol, RFC 4271) é EGP do tipo path vector, usado entre Sistemas Autônomos (AS), é o protocolo de roteamento da internet. EIGRP (Cisco) é híbrido e IS-IS é link state IGP de operadoras.
- E) BGP é mais simples que RIP.
Gabarito: D
Prof. Affonsinho comenta
Cobra os protocolos de roteamento.
- A errada: BGP é EGP, não IGP. RIP e OSPF sim são IGP.
- B errada: BGP é usado entre AS (operadoras, ISP, multinacionais grandes). Dentro de uma empresa típica usa-se OSPF ou EIGRP.
- C errada: OSPF é link state; RIP é distance vector.
- D CORRETA IETF, RFC: exato. Caracterização completa de RIP, OSPF, BGP + adicionais EIGRP, IS-IS.
- E errada: BGP é muito mais complexo que RIP. Atributos (AS-PATH, NEXT_HOP, MED, LOCAL_PREF, etc.).
Tese central: RIP: IGP distance vector legado (hop max 15); OSPF: IGP link state corporativo; BGP: EGP path vector da internet (entre AS).
Questão 08 · Comentada
Enunciado. Sobre os modos de switching (encaminhamento) em switches Ethernet:
- A) Store-and-forward é mais rápido que cut-through.
- B) Cut-through valida o CRC antes de encaminhar.
- C) Os modos de switching são: Store-and-forward (armazena o quadro inteiro, valida CRC e descarta corrompido antes de encaminhar; mais seguro, maior latência); Cut-through (encaminha assim que lê o destino MAC, sem validar CRC; menor latência, encaminha quadros corrompidos); Fragment-free (lê os primeiros 64 bytes - tamanho mínimo Ethernet - antes de encaminhar; equilíbrio entre latência e validação básica).
- D) Fragment-free verifica o quadro inteiro.
- E) Os três modos têm latência idêntica.
Gabarito: C
Prof. Affonsinho comenta
Cobra switching modes.
- A errada: inversão: cut-through é mais rápido (menor latência). Store-and-forward valida CRC, então tem maior latência.
- B errada: cut-through NÃO valida CRC: encaminha imediatamente após ler destino. Quem valida é store-and-forward.
- C CORRETA switching modes: exato. 3 modos com características de cada.
- D errada: fragment-free verifica os primeiros 64 bytes (tamanho mínimo Ethernet); store-and-forward verifica o quadro inteiro.
- E errada: diferentes: cut-through < fragment-free < store-and-forward em latência crescente.
Tese central: Store-and-forward: valida CRC, mais seguro, maior latência. Cut-through: rápido, sem CRC. Fragment-free: 64 bytes, equilibrado.
Questão 09 · Comentada
Enunciado. Sobre o 5G (5ª geração de telefonia móvel):
- A) 5G só opera em frequências mmWave acima de 24 GHz.
- B) 5G NSA tem core próprio independente do 4G.
- C) Latência típica do 5G é de 100 ms.
- D) O 5G opera em três faixas: baixa (sub-1 GHz, alcance), média (sub-6 GHz, equilíbrio - n78 no Brasil), alta/mmWave (24-40 GHz, alta velocidade e curto alcance). Modos: NSA (Non-Standalone, usa core 4G LTE) e SA (Standalone, com core 5GC próprio que permite recursos plenos como network slicing). Latência teórica de 1 ms (vs 30-50 ms no 4G). Velocidade até 10 Gbps. Densidade de até 1 milhão de devices/km². No Brasil, leilão em 2021 e ativação 2022-2023.
- E) 5G NSA é a versão definitiva do padrão.
Gabarito: D
Prof. Affonsinho comenta
Cobra 5G.
- A errada: 5G opera em 3 faixas: baixa, média e mmWave. mmWave é só uma delas.
- B errada: NSA usa core 4G como suporte; SA tem core próprio (5GC). NSA é implantação inicial.
- C errada: latência típica 5G é 1-10 ms; 100 ms é típico de 3G/satélite. 4G fica em 30-50 ms.
- D CORRETA 3GPP, especificações 5G: exato. Faixas + modos + latência + velocidade + densidade + Brasil.
- E errada: SA é o definitivo: tem core 5GC. NSA foi etapa transitória.
Tese central: 5G: faixas baixa/média/mmWave. NSA com core 4G; SA com 5GC. Latência ~1ms, velocidade até 10 Gbps. Brasil ativou 2022-2023.
Questão 10 · Comentada
Enunciado. Sobre Bluetooth e BLE (Bluetooth Low Energy):
- A) BLE foi introduzido no Bluetooth 1.0 em 1999.
- B) BLE consome mais energia que Bluetooth Classic.
- C) Bluetooth e Wi-Fi são protocolos idênticos.
- D) Bluetooth opera apenas em redes WAN.
- E) O Bluetooth (IEEE 802.15.1) é tecnologia PAN sem fio. Versões: 1.x (1999, 1 Mbps); 2.x (2004, EDR, 3 Mbps); 3.x (2009, HS); 4.x (2010-2014, introduz BLE - Bluetooth Low Energy, revolucionário para wearables e IoT por baixo consumo); 5.x (2016+, maior alcance, melhor para IoT); 6.0 (anunciado 2024). BLE é base do Apple AirDrop/Find My, Google Nearby, beacons, saúde wearable. Distinto do Wi-Fi (802.11) que oferece muito mais banda mas consome mais energia.
Gabarito: E
Prof. Affonsinho comenta
Cobra Bluetooth/BLE.
- A errada: BLE foi introduzido no Bluetooth 4.0 (2010), não na 1.0.
- B errada: BLE consome muito menos energia (justamente por isso "Low Energy"). Foi a inovação que permitiu wearables.
- C errada: diferentes: Bluetooth (802.15.1, PAN) vs Wi-Fi (802.11, LAN). Diferentes em banda, alcance, consumo, uso.
- D errada: Bluetooth é PAN (alguns metros), não WAN (países).
- E CORRETA Bluetooth SIG: exato. Padrão IEEE + versões + introdução do BLE em 4.0 + casos de uso + diferenças com Wi-Fi.
Tese central: Bluetooth (802.15.1, PAN). BLE introduzido em Bluetooth 4.0 (2010), revolucionário para IoT/wearables (baixo consumo).
Fim da aula 13
Você dominou Redes de Computadores.
PAN, LAN, MAN, WAN, SAN.
Hub (1), switch (2), roteador (3).
IEEE 802, VLAN, STP, SDN, 5G, BLE.
Aula 13 de 15 · Informática
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